ABONG -  - Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais

associe-se

conheça nossas associadas

Procure pelo nome em um dos campos abaixo:

selecione
selecione

Ou faça aqui uma busca detalhada:

selecione
selecione
selecione
selecione
  • APOIO

    • Misereor
  • REDES

    • TTF Brasil
informes - ABONG

54906/10/2016

OPINIÃO | Lugar de mulher é na política?

Por Adriana Mota*


As mulheres brasileiras conquistaram o direito a votar e serem votadas em 1932, depois de muita pressão por parte das sufragistas, como eram conhecidas as mulheres que tinham no direito ao voto feminino sua bandeira de luta. Em 1916, Leolinda de Figueiredo Daltro, sufragista e feminista, protocolou o primeiro requerimento no Senado Federal solicitando o direito ao voto. Em 2016, comemoramos 100 anos deste requerimento histórico, e teremos o desafio de comparecer mais uma vez às urnas para as eleições municipais.

 

Nestas eleições serão disputados os cargos municipais: prefeitas e prefeitos, no executivo, vereadoras e vereadores, no legislativo.  Este é um momento muito importante para levar até as mulheres, em especial às eleitoras, a importância da participação política no cotidiano. Porque sem a participação das mulheres, votando e sendo votadas, a democracia não se completa e não se concretiza.

 

Ao longo das últimas décadas, as mulheres participaram da construção da economia do país, da vida social e também das principais lutas pela democracia. Mas, os mecanismos de poder, ultrapassados e excludentes, não nos abriram as portas do mundo formal da representação política.

 

Nas eleições de 2012, quando os mesmos cargos políticos municipais estavam em disputa, somente 13,4% das prefeituras do Brasil passaram a ser chefiadas por mulheres. Ou seja, de cada 100 cargos de chefia do executivo municipal, 13 são prefeitas e 87 são prefeitos. Para o cargo de vereador, o mesmo quadro se apresenta: apenas 13,5% são mulheres. Isso é injusto, pois somos mais de 50% da população e mais de 50% dos eleitores do país. Portanto, há um desafio que precisa ser enfrentado: aumentar a presença das mulheres nos cargos eletivos, para minimamente termos uma representação que corresponda à nossa presença na sociedade.

 

No entanto, o desafio não se esgota aí. Será que qualquer mulher, apenas por ser mulher, nos representa em nossas necessidades, desejos e diversidade? Claro que não. As mulheres brasileiras querem ser representadas em termos numéricos, mas também em termos de suas pautas em relação aos problemas e questões que nos dizem respeito diretamente, tais como: saúde da mulher, creches para nossos filhos e filhas, mobilidade urbana, igualdade salarial e direito a uma vida livre de violência.

 

Sem as mulheres, não existe democracia. E sem a representação das mulheres nos espaços de poder e decisão, a voz feminina fica mais uma vez oculta, o que não corresponde à nossa contribuição efetiva para a construção do Brasil. Que tal agora procurarmos uma boa candidata para votar e termos mais mulheres nos representando?

 

Momento pipoca: assista ao filme As Sufragistas e conheça um pouco mais da luta travada pelas mulheres na Inglaterra em busca do direito de votar e serem votadas.

 

 

*Adriana Mota é consultora de projetos sociais e colaborada da ASPLANDE - Assessoria & Planejamento para o Desenvolvimento. Artigo publicado originalmente no Boletim Asplande do mês de setembro.

 

PALAVRAS-CHAVE

lerler
  • PROJETOS

    • Programa de Desenvolvimento Institucional (PDI)

Rua General Jardim, 660 - Cj. 81 - São Paulo - SP - 01223-010
11 3237-2122
abong@abong.org.br

design amatraca