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39226/06/2007 a 2/07/2007

Fim da violência contra a mulher: uma conquista feminista

No Diário Oficial da União, publicado em 20 de junho de 2007, o presidente da República sancionou a Lei Nº 11.489, que institui 6 de dezembro como o Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres. Esta lei reafirma o compromisso do governo brasileiro com a questão da violência contra a mulher e fortalece as ações que vêm sendo desenvolvidas pela Rede de Homens pela Eqüidade de Gênero (RHEG), na medida em que entende que a violência contra a mulher é um problema de todas as pessoas, sendo necessário também o engajamento dos homens em ações pelo fim da violência contra a mulher.

Este tem sido o eixo de ação da Campanha do Laço Branco promovida pela RHEG, cujo objetivo é sensibilizar, envolver e mobilizar os homens no engajamento pelo fim da violência contra a mulher, em consonância com as ações dos movimentos organizados de mulheres e de outros movimentos organizados por eqüidade e direitos humanos, por meio de ações em saúde, educação, trabalho, ação social, justiça, segurança pública e direitos humanos.

A Campanha do Laço Branco teve início em 1991, no Canadá, em resposta a um trágico episódio. Em 6 de dezembro de 1989, um rapaz de 25 anos (Marc Lepine) invadiu uma sala de aula da Escola Politécnica, na cidade de Monteral, Canadá; ordenou que os homens (aproximadamente 48) se retirassem da sala, permanecendo somente as mulheres (14). Gritando “Você são todas feministas!”, esse homem assassinou essas mulheres, à queima-roupa. Em seguida, suicidou-se. Em uma carta deixada por ele, argumentava que havia feito aquilo porque não suportava a idéia de ver mulheres estudando engenharia, um curso tradicionalmente dirigido exclusivamente a homens.

O crime mobilizou a opinião pública de todo o país, gerando amplo debate sobre as desigualdades entre homens e mulheres e a violência baseada em gênero. Assim, um grupo de homens do Canadá decidiu organizar-se para dizer que existem homens que cometem a violência contra a mulher, mas existem também aqueles que repudiam esta violência. As ações desenvolvidas por estes homens envolvem atos públicos, oficinas, publicações, distribuição de material informativo e laços brancos, simbolizando o compromisso de não fechar os olhos diante da violência contra a mulher. No Brasil, ela teve início em 1999 e hoje está em mais de 35 países.

Em linhas gerais, consideramos que esta não é a única nem a melhor estratégia para enfrentar/prevenir a violência contra a mulher. Porém, consideramos que o envolvimento dos homens nessas questões é também uma forma de mostrar que, por um lado, os homens não são iguais e muitos são aqueles que questionam a ordem machista de gênero; e, por outro, que a luta feminista é uma luta de todos e todas. Uma sociedade mais democrática com justiça social, onde homens e mulheres tenham os mesmos direitos é um projeto feminista compartilhado por muitos homens. A transformação simbólica que esta lei inscreve é extremamente profunda e merece atenção especial.

 

(Por Benedito Medrado).

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