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informes - ABONG

3895/06/2007 a 11/06/2007

A educação na imprensa nacional: possibilidades e limites

O Observatório da Educação, programa da Ação Educativa, analisa sistematicamente a cobertura da Educação na imprensa escrita nacional. De modo geral, percebe-se que falta por parte do veículo e dos/as jornalistas a compreensão de que a educação é um direito humano, portanto, assegurado a todas as pessoas, independentemente de qualquer condição.

Um sintoma dessa lacuna é o fato de raramente os textos jornalísticos utilizarem a legislação como referência. Além disso, a ação estatal é muitas vezes considerada como algo “generoso” por parte do poder público – quando deve ser considerada não mais do que o cumprimento de seu papel.

Outra evidência da falta de entendimento da educação como direito é a não consideração da sua universalidade. O que pode parecer uma obviedade provocaria grandes mudanças na cobertura de educação se assim fosse entendida pelos veículos e profissionais. Atualmente, grupos socialmente vulnerabilizados – como indígenas, quilombolas, pessoas privadas de liberdade e que vivem em situação de pobreza, entre outros – têm espaço restrito, ou são invisíveis, na cobertura educacional. Por terem mais direitos violados, deveriam ter maior atenção da mídia.

A cobertura ainda está longe de evidenciar a interdependência e a indivisibilidade entre os direitos, portanto, de suas violações. As notícias que tratam de problemas de acesso e de qualidade não relacionam tais dimensões às desigualdades que marcam a sociedade brasileira.

É evidente a falta de diversidade de fontes que têm espaço nos jornais. Raramente pais, alunos/as e professores/as são ouvidos/as; e o mesmo ocorre com organizações da sociedade civil. As matérias sobre a divulgação do Plano de Desenvolvimento da Educação exemplificam o fato. Dos/as cem educadores/as convidados/as para o lançamento do PDE em Brasília, os principais jornais do país entrevistaram apenas oito, sendo dois de fundações empresariais e três dos poderes públicos. O mesmo aconteceu com autores/as de artigos sobre o tema naquela semana, predominantemente políticos e representantes do setor empresarial.


Aproximando fontes e jornalistas

Diante dessas constatações, o Observatório da Educação vem desenvolvendo ações para interagir e intervir nesta cobertura e buscar aproximação com profissionais. O objetivo é apoiar e subsidiar seu trabalho para incorporarem os princípios da educação como direito humano, portanto universal, indivisível, interdependente e destinado a promover e garantir a dignidade humana. Há um esforço constante em indicar temas e possibilidades de abordagens e fontes.

Entidades, movimentos e redes da sociedade civil podem contribuir para ampliar o impacto dessa interação. Se você ou sua entidade se dispõe a colaborar para uma cobertura mais plural dos temas educacionais, envie notícias, denúncias e sugestões – locais e nacionais – sobre a Educação Básica e pública brasileira. O Observatório da Educação compromete-se a circular essas informações entre jornalistas e meios de comunicação, por meio de sugestões de pauta, cartas ou artigos. (Mariângela Graciano e Marina Gonzalez).

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