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38829/05/2007 a 4/06/2007

Cunhã completa 17 anos de luta feminista

Em um contexto de redemocratização do país e efervescência dos movimentos sociais, em especial de estruturação do movimento feminista como um sujeito comprometido com a transformação social, o enfrentamento das desigualdades de gênero e a garantia dos direitos das mulheres foram organizados grupos de mulheres em vários Estados. Na Paraíba, como em todo o Nordeste, os valores e padrões de comportamentos são fortemente influenciados por setores conservadores ligados às oligarquias políticas, latifundiárias e religiosas. A sociedade, marcada pela cultura patriarcal e com fortes resquícios de coronelismo, é estruturada a partir de desigualdades sociais, de gênero, de raça e assimetrias de poder.

Foi nesta realidade que surgiu a Cunhã Coletivo Feminista, em 1990, em João Pessoa, como uma ONG. A palavra Cunhã significa mulher na língua Tupi, falada na reserva indígena Potiguar, localizada na Paraíba.  Fundado por seis feministas, o grupo nasceu com o objetivo de denunciar a situação de opressão vivida pelas mulheres, visando a contribuir para a mudança nas relações de poder entre homens e mulheres e se opor à cultura patriarcal dominante.

A Cunhã Coletivo Feminista objetiva contribuir com o fortalecimento da cidadania e a promoção da saúde integral da população, especialmente das mulheres, jovens e adolescentes, com ênfase na saúde reprodutiva, sexualidade, direitos sexuais e direitos reprodutivos, por meio de uma perspectiva feminista, da cidadania, de gênero e de desenvolvimento sustentável.

Em 2007, a organização completa 17 anos de atuação e, ao longo desse período, atuou junto a grupos de autoconsciência para promover o resgate das identidades femininas, contribuiu com a formação de grupos de mulheres populares rurais e urbanas, adolescentes e jovens, desenvolveu ações educativas, capacitações para profissionais de saúde, assessorias, produção teórico-metodológica e pesquisas.

Entre as ações de advocacy desenvolvidas, destaca-se o processo de implantação do serviço de aborto legal na Paraíba, em articulação com outras organizações de mulheres e atores sociais, refletindo a estratégia do movimento feminista nacional de garantir a assistência ao aborto, previsto em lei nos serviços públicos de saúde. Esta ação durou quatro anos e contou com a parceria da Rede Feminista de Saúde (RFS) e da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), culminando com a implantação do Programa de Assistência às Mulheres Vítimas de Violência Sexual (PAMVVS), em 1998.

A Cunhã integra a Coordenação Política e é sede da Secretaria Executiva das Jornadas, que defendem a descriminalização do aborto no Brasil como parte de um conjunto de políticas que ofereçam a assistência integral à saúde das mulheres. Representa ainda o Brasil na Campanha 28 de Setembro - Dia pela Descriminalização do Aborto na América Latina e no Caribe, composta por 21 países. A organização participa de redes e articulações nacionais como a Abong, a Articulação de Mulheres Brasileiras e a Rede Nacional Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos. (Por Cristina Lima).

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