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informes - ABONG

38120/03/2007 a 26/03/2007

Mulheres negras do Brasil

Um profundo mergulho em contundentes silêncios da historiografia brasileira. Este foi, para nós, o significado de produzir Mulheres Negras do Brasil, cujos lançamentos ocorrem neste mês de março: saltamos à procura das personagens femininas de origem africana, seguimos em busca de representações, imagens, cenários e contextos daquelas que foram anonimamente co-responsáveis pela construção de nosso País.

 

Durante três anos, tentamos incessantemente recuperar nomes, procedências, trajetórias e tradições. Atravessamos o passado e o presente, visitando memórias submersas sob as regras etnocêntricas, que prevaleceram por séculos na maneira de contar a nossa história. Constatamos que a ausência de registros sobre a participação das afrodescendentes na formação e no desenvolvimento do Brasil é gritante. Com exceção dos escritos sobre o sistema escravocrata e, por vezes, uma ou outra alusão ao mito Chica da Silva, não se encontram muitas outras referências e informações sobre as mulheres negras em nossos museus, currículos escolares, livros didáticos e/ou narrativas oficiais.

 

Ancorados na Redeh - Rede de Desenvolvimento Humano -, organizamos um levantamento criterioso e especifico. Para tal, contamos com o patrocínio da Petrobras e Banco do Brasil, com o apoio político Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) e com a valorosa cooperação de um comitê consultivo, composto por pessoas ligadas a diferentes instituições acadêmicas e organizações da sociedade civil.

 

Com os dados que vínhamos colhendo desde 1997, quando iniciamos a pesquisa para a publicação do Dicionário de mulheres do Brasil, traçamos o roteiro e reunimos uma equipe de pesquisadoras, que incansavelmente buscou informações sobre as afrodescendentes que pulsam na nossa história. Tivemos a sorte de contar com a colaboração de inúmeras pessoas, que nos permitiram o acesso a acervos privados e generosamente disponibilizaram documentos inéditos. Deparamo-nos freqüentemente com informações contraditórias e fragmentadas pela parcialidade, a vulnerabilidade do tempo, os condicionamentos culturais e, sobretudo, as distorções dos testemunhos, oficiais ou não, daqueles que registraram os fatos.

 

Assim, em quatro grandes capítulos, apresentamos cerca de 950 reproduções selecionadas entre os mais de 2 mil documentos iconográficos pesquisados. Além dos dados pessoais que conseguimos reunir, narramos alguns fatos e processos sociais relativos às afrodescendentes, alguns ainda inéditos na historiografia, e procuramos utilizar uma linguagem acessível.

 

Mesmo que modestamente, pensamos ter contribuído positiva e diretamente para o combate às atitudes discriminatórias. E, muito especialmente, acreditamos que seja impreterível e imperiosa a necessidade de disponibilizar dignamente, para as próximas gerações, dados fundamentais ao entendimento e à justa valorização das múltiplas funções exercidas pelas mulheres negras na edificação do Brasil.

 

Por certo, Mulheres Negras do Brasil é uma obra aberta e viva. Um mosaico incompleto, no qual faltaram muitas. Que seja esta apenas a primeira edição. Outras se seguirão sempre aprimoradas com a inclusão de novas fontes, críticas e correções das leitoras e leitores. (Por Schuma Schumaher e Érico Vital Brazil).

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