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3796/03/2007 a 12/03/2007

E neste dia internacional da mulher...

O movimento feminista e de mulheres está em ação em todo o Brasil. Muitas atividades e manifestações serão realizadas não somente no dia de hoje, 8 de março, mas durante todo o Mês Internacional da Mulher, pela Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB) e pela Marcha Mundial das Mulheres (MMM) – as duas correntes do movimento, que reúnem organizações e mulheres de todo o país. Silvia Camurça, uma das três secretárias executivas da AMB e educadora do SOS Corpo - Instituto Feminista para a Democracia – ONG responsável pela Secretaria Executiva da Articulação – informa que duas são as pautas nacionais para este mês: as reformas da Previdência e a Política e a agenda da luta feminista nas políticas públicas. Isto porque estão na agenda de 2007 várias conferências sobre políticas públicas – entre elas, a de Mulheres, Segurança Alimentar, Cidades –, o debate sobre o Programa de Aceleramento do Crescimento (PAC), o Plano Plurianual (PPA) e ainda a política externa de integração latino- americana. “Teremos também audiências com a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres e com o Ministério da Previdência”, salienta. “A luta pelo fim da violência contra as mulheres continua, neste ano com um apitaço, que ocorrerá em quase todos os Estados. E nos somaremos aos atos Fora Bush.”



Feministas em luta para Mudar o Mundo é o lema que conduzirá as diversas manifestações de rua e atividades da MMM em vários Estados, conta Miriam Nobre, coordenadora da Secretaria e do Comitê Internacional da Marcha e da equipe da Sempreviva Organização Feminista (SOF) – ONG que integra a coordenação nacional e abriga a secretaria internacional da MMM. “Chamamos as mulheres a dizerem não ao machismo, ao preconceito, ao racismo, à exploração, e repudiamos o imperialismo”, evidencia. “As mulheres irão às ruas mostrar ao Brasil que feministas em luta podem mudar o mundo, nosso país e nossas vidas.”


Conquistas e lutas

Algumas conquistas marcam a longa e persistente trajetória de lutas do movimento feminista brasileiro. Para Silvia, uma delas é a recente visibilidade e legitimidade pública do movimento. “O feminismo estava sendo considerado uma luta e um movimento superado, uma idéia que cresceu a partir dos Estados Unidos e da mídia liberal”, diz. “Mas temos no país novamente a mídia buscando a análise da realidade com base na visão feminista, o que é importante para a renovação da cultura política da população em geral e dos movimentos sociais também.” Outra conquista recente, segundo ela, são os mecanismos de políticas para mulheres, “uma trincheira de luta para a democratização do Estado”.

Miriam também avalia que as principais conquistas na história do movimento deram-se, em especial, no campo legal, na ampliação de direitos e na institucionalização de políticas. “Porém, o mercado se expande a todos os domínios da vida humana: a relação com nosso corpo, nossa subjetividade, com outras pessoas, com a natureza, e “reorganizou” a vida das mulheres”, critica. “A sociedade de mercado é fundada na homogeneização, apesar de muito se falar em diversidade: desde o padrão de beleza e as exigências sobre o corpo das mulheres até as paisagens tomadas pelo monocultivo de cana, soja ou eucalipto.”

Assim, os problemas a enfrentar ainda são muitos. Entre eles, Silvia ressalta que no campo da sexualidade e reprodução, a mercantilização do corpo das mulheres aprofunda-se e cresce. “Por outro lado, é constante a ameaça de maior controle sobre o corpo das mulheres pelo fundamentalismo religioso”, reprova. “O que sem dúvida temos a comemorar, hoje e sempre, é a recusa das mulheres, em número cada vez maior, de serem subjugadas pelo Estado, pelas igrejas, pelos homens. A luta feminista continua, faz ainda mais sentido e precisa crescer”.

Saiba mais e participe: www.articulacaodemulheres.org.br/ e www.sof.org.br/marcha/

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