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informes - ABONG

37827/02/2007 a 5/03/2007

Relatórios alertam para a gravidade do aquecimento global

Muitos alertas sobre as condições climáticas mundiais foram apresentados, no início de fevereiro, pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) – considerado o mais importante órgão científico internacional que investiga as mudanças climáticas – durante a divulgação do seu quarto relatório. E, segundo o Greenpeace, o IPCC mostra que os governos devem agir imediatamente para evitar os piores impactos das mudanças climáticas.

O coordenador da Campanha de Clima do Greenpeace no Brasil, Carlos Rittl, informa que o relatório do IPCC aponta que até o final do século XXI a temperatura média global deverá subir entre 1,1 e 6,4°C – com probabilidade maior entre 1,8 e 4,0°C. Além disso, as massas de gelo do Ártico e da Antártica devem diminuir, e em alguns cenários, o gelo da superfície do mar de final de verão do Ártico poderá desaparecer. “O nível dos oceanos deverá subir entre 18 e 59 cm, acrescidos de 10 a 20 cm, mantido o processo acelerado de derretimento das massas de gelo da Terra. Tempestades severas, ciclones extra-tropicais – furacões, tufões – podem tornar-se mais intensos”.

Conforme Rittl, alguns dos efeitos das mudanças climáticas são irreversíveis, já que determinados gases do efeito estufa para a atmosfera permanecem por até cem anos na atmosfera, retendo mais calor do Sol do que em condições normais, provocando aumento da temperatura da Terra. “Os efeitos mais perigosos das mudanças climáticas podem ser evitados se houver vontade política para cortar as emissões mundiais em pelo menos 50%, até a metade deste século – o que foi reconhecido como necessário na última Conferência da Convenção de Clima em Nairóbi, ocorrida em 2006”, adverte. Para tal, é preciso mudar a dependência de combustíveis fósseis, bem como investir em energias renováveis e no uso racional e eficiente da energia, o que pode atender metade da demanda mundial de energia em 2050.

Nesse sentido, a energia suja, das usinas a carvão e nucleares, deve ser gradualmente eliminada e substituída. “Não se pode continuar a construir usinas a carvão em um momento em que as suas emissões oferecem um perigo real à manutenção da vida no planeta, e a cara e perigosa energia nuclear não pode ser alternativa às diversas opções modernas de energias limpas, seguras e renováveis, como eólica, solar, de pequenas centrais hidrelétricas, biomassa e marés.”


Vulnerável

Em 2006, o Greenpeace já alertava sobre a escala do aquecimento global com o documentário e o relatório Mudanças do Clima, Mudanças de Vidas. No dia em que o IPCC divulgou seu relatório em Paris, a ONG também lançou o Relatório [R]evolução Energética – Brasil, que mostra a viabilidade de se ter uma matriz energética limpa, baseada em fontes renováveis – ventos, sol e biomassa – sem comprometer o crescimento econômico do país e contribuir para piorar o efeito estufa. A versão mundial do [Revolução] foi lançada no final de janeiro.

“Diversos estudos mostram que o Brasil é muito vulnerável às mudanças climáticas”, avisa Rittl. “O país necessita de uma política nacional sobre o tema, que busque identificar nossas vulnerabilidades, mostre como podemos nos adaptar ao que é inevitável e como podemos contribuir para a solução do problema, crescendo nossa economia sem precisar destruir nossas florestas e investindo em fontes renováveis de energia.”

Faça o download dos relatórios, disponíveis no site do Greenpeace: www.greenpeace.org.br

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