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informes - ABONG

3766/02/2007 a 12/02/2007

Ibase lança edição brasileira do relatório social WATCH

Com diferentes constatações e importantes alertas, foi lançada em dezembro, pelo Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), a versão brasileira do relatório mundial do Observatório da Cidadania/Social Watch 2006 - Arquitetura da Exclusão. A versão em inglês do relatório foi divulgada em setembro de 2006 em Cingapura, durante encontro anual do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI). Em sua 11ª edição, o relatório (120 páginas, com CD-ROM) é produzido por mais de 400 organizações da sociedade civil de 60 países.

O cientista político e pesquisador do Ibase, Luciano Cerqueira, salienta que a edição brasileira do Social Watch de 2006 traz o perfil socioeconômico de diversos países, mas difere das demais por contar com uma seção especial sobre o Brasil e com quatro artigos inéditos nos Informes Temáticos. "O relatório aponta que em nenhum país do mundo as mulheres têm as mesmas oportunidades que os homens", diz. Este dado, segundo ele, pode ser visto no Índice de Eqüidade de Gênero (IEG), elaborado pelo segundo ano consecutivo pelo Social Watch (apresentando no CD-ROM), que revela a situação da mulher em relação a três indicadores: educação, atividade econômica e empoderamento (grau de participação nas esferas de poder). Indo de zero (nenhuma igualdade) a 100 (igualdade plena), o Brasil, na composição do Índice, obteve 68 pontos, ocupando a 50ª posição entre 149 países - e na América Latina, está atrás de Colômbia, Panamá, Argentina e Uruguai. O país campeão de igualdade é a Suécia, com 89 pontos.

Embora acima da média mundial (melhor que Itália e Japão, por exemplo), Cerqueira informa que o Brasil obtém seus piores resultados em dois quesitos: atividade econômica - entre 1993 e 2003, a situação manteve-se estagnada no que diz respeito à renda: as mulheres continuam a ganhar 43% do que ganham os homens, embora tenha crescido sua presença no mercado de trabalho - e grau de participação nas esferas de poder. "Em 2005, 11,4% das mulheres ocupavam posições de decisão política e como ministras - um retrocesso em relação a 1995, quando o índice chegou a 13%", enfatiza. Em educação, porém, houve melhoras, de acordo com o relatório: há mais mulheres matriculadas do que homens na educação média (9% a mais) e na superior (32%).

"Vale ressaltar a seguinte constatação do Observatório: caso não haja uma mudança profunda na atual estrutura financeira internacional, no ritmo em que estão sendo postas em andamento as Metas de Desenvolvimento do Milênio, parâmetro estabelecido pela ONU para a eliminação da pobreza até 2015 - embora insuficientes em muitos aspectos para o Brasil e outros países do mundo -, só serão alcançadas em 2282."


O Observatório

O Observatório da Cidadania nasceu da idéia de estabelecer na sociedade civil mecanismos permanentes de monitoramento e avaliação do cumprimento da agenda do ciclo social. "Ele é fruto da iniciativa das ONGs que participaram da Conferência da ONU sobre Desenvolvimento social, em Copenhague, Dinamarca, em 1995", conta Cerqueira. "Naquele ano foi criado, então, o Social Watch, cujo objetivo é garantir que o esforço de participação e advocacy - presente na preparação e negociação das conferências - continue na implementação dos compromissos sociais assumidos pelos governos, nacional e internacionalmente."

A articulação internacional de organizações da sociedade civil Social Watch (com sede em Montevidéu, Uruguai) inspirou a criação da iniciativa brasileira Observatório da Cidadania. Em 1997, o relatório internacional foi publicado pela primeira vez em português, consolidando assim um grupo de referência nacional, hoje composto pelas seguintes organizações: Cesec/Ucam, Cfemea, Criola, Fase, Ibase, Inesc e Rede Dawn. "A secretaria do Social Watch no Brasil está a cargo do Ibase, que também está responsável pela publicação em português, pondo em pratica as resoluções tomadas pelo grupo de referência".

Faça o download do relatório do Observatório da Cidadania/Social Watch 2006 - Arquitetura da Exclusão: www.ibase.br

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