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informes - ABONG

3727/11/2006 a 13/11/2006

ABONG mapeia causas da crise financeira em ONGs

A Abong tem discutido com suas associadas sobre a crise financeira e a crescente necessidade de reestruturação institucional das organizações não-governamentais (ONGs) decorrente dela. Para ter um diagnóstico mais claro da situação, decidiu fazer uma pesquisa junto a algumas associadas. O objetivo, dentro do Programa de Desenvolvimento Institucional (PDI) da Abong, foi ter um mapeamento da situação, para que, durante sua Assembléia Geral, seja possível discutir possíveis soluções e ações concretas.

 

Esta pesquisa não pretende levantar dados exatos e representativos da realidade financeira das associadas à Abong. Pretende sim, fazer um diagnóstico da situação, construir subsídio para futuros debates e fornecer dados para o diálogo com a opinião pública, Poder Público, entidades da cooperação internacional e setor empresarial.

 

Um questionário foi enviado para 32 organizações, todas selecionadas por sorteio, e divididas de acordo com o valor orçamentário anual e pelos oito Regionais da Abong. No total, 24 organizações responderam e, por meio destas respostas, foram identificadas algumas questões e reflexões importantes, que destacamos aqui.

 

Das 24 associadas que responderam à pesquisa, 17 apresentam algum tipo de déficit orçamentário. Alguns números levam a considerar a possibilidade de que há uma co-relação entre déficit e faixa orçamentária. As organizações que possuem menor orçamento anual têm maior dificuldade para sanar o déficit e/ou conseguir novas fontes de recursos. Nenhuma associada com orçamento anual superior a 1 milhão encontra-se em déficit acima de 30%.

 

As organizações que sofrem com problemas financeiros também possuem poucas fontes de financiamento: 71% delas têm até duas fontes, e ficam, portanto, mais dependentes das mudanças políticas e do campo de atuação de seus(suas) financiadores(as).

 

Além de problemas, a pesquisa apontou também para possíveis soluções. A parceria entre diferentes organizações, por exemplo, é apontada pelos(as) entrevistados(as) como um bom caminho para sanar a crise. Muitas organizações trabalham com a mesma temática ou com os mesmos beneficiários em diferentes projetos. Por que não propor ações em conjunto? Outra maneira de cobrir o saldo negativo é que organizações de maior porte comercializem produtos de cooperativas ou de pequenas organizações.

 

A maioria das associadas entrevistadas acredita que há relação entre sustentabilidade política e financeira, sendo que algumas afirmam que não é possível ser politicamente independente se não há autonomia financeira. No entanto, não há consenso, e é possível perceber a necessidade de aprofundar o debate sobre esta questão, pois ela evidencia as contradições que o tema da sustentabilidade apresenta para organizações do campo da Abong. (Por Isabel Pato).

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