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37024/10/2006 a 30/10/2006

Saúde mental e a antiga luta antimanicomial no Brasil

Com o lema Por uma sociedade sem manicômios no ano 2000, nasceu, em 1987, uma grande articulação: o Movimento Antimanicomial. Esta antiga batalha surgiu em Bauru, de um encontro de trabalhadores(as) na área da Saúde mental, e reuniu, desde então, muitos usuários(as), familiares, profissionais da Saúde e a sociedade civil organizada de vários pontos do País.

Como militante da luta antimanicomial desde 1986, a psicóloga Elisabeth Arouca Carossi, presidente da Associação SOS Saúde Mental Ecologia e Cultura (SP), conta que o movimento sempre defendeu o fim do hospital psiquiátrico como local de tratamento para as pessoas acometidas de algum transtorno mental. "Muito mais do que acabar com os hospitais psiquiátricos, queríamos qualidade de vida para todos e, o mais importante, queríamos acabar com as instituições totais que, além de privar os sujeitos de liberdade de expressão dos seus desejos, os privam de viverem suas subjetividades." 

Foi nesse cenário que foi criada, em 1993, a SOS Saúde Mental, no seio do movimento popular de saúde da Zona Leste de São Paulo - que batalhava desde 1985 pelo fim dos manicômios e por melhores condições de vida para as pessoas necessitadas de atenção especial para sua a saúde mental. Hoje, a ONG ampliou sua missão e investe também em pesquisa, formação popular e na incubação de cooperativas em economia solidária com compromisso socioambiental, principalmente para portadores(as) de necessidades especiais, jovens e adultos, e em vulnerabilidade social e/ou de saúde. 

"Muitos avanços foram alcançados: o movimento fechou vários hospitais psiquiátricos, que além de não tratarem, mantinham pessoas encarceradas em nome da psiquiatria. Muitas mortes foram denunciadas e muitas pessoas foram devolvidas a sociedade", salienta Elisabeth.


Serviços gerais

A SOS Saúde Mental sempre defendeu que a saúde mental deve estar dentro dos serviços gerais de saúde, como as Unidades Básicas de Saúde (UBSs), prontos-socorros, entre outros. "Locais para atendimentos em crise devem servir só para momentos de crise e, não, para internações eternas", frisa Elisabeth. "Para além da concepção de que a saúde mental é afetada principalmente por fatores biológicos, acreditamos na determinação social da doença mental, pois temos muito mais adoecidos sociais por falta de empregos, stress, etc."

De acordo com Elisabeth, o Ministério da Saúde, por exemplo, investe muito mais em centros específicos de tratamento da saúde mental do que em locais de convivência e em UBSs. Além disso, os investimentos financeiros são diferentes e a procura pela população por atendimento psicológico nas UBSs é grande, mas são poucos(as) os(as) profissionais para esses atendimentos. "Várias caravanas foram realizadas por parlamentares e instituições da sociedade civil para fiscalizações, e sempre se encontram calamidades. Mas a situação geral caminha a passos de lesmas, vários casos graves foram divulgados, várias mortes denunciadas", critica. "A reforma que está sendo realizada não emancipa, não propicia o enfrentamento do preconceito. Ter saúde, no seu mais novo conceito, significa ter autonomia, mesmo tendo uma doença crônica; estando compensado e tratado, pode-se continuar a rotina." sosmentalecocultura@bol.com.br

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