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informes - ABONG

36917/10/2006 a 23/10/2006

Agricultura familiar é tema na semana da alimentação

Fortalecer a Agricultura familiar para garantir a segurança alimentar é o tema que marca no Brasil esta Semana Mundial da Alimentação, que se iniciou em 16 de outubro, Dia Mundial da Alimentação, e irá até o dia 22.

O dia 16 é celebrado há 26 anos e marca a fundação da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), em 1945. A FAO propôs como tema para esta data, neste ano, Investir na agricultura para garantir a segurança alimentar. A proposta de tema no Brasil visou a demonstrar, como cita o site do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), a importância da agricultura familiar na alimentação brasileira.

Nesse sentido, José Aldo dos Santos, coordenador geral do Centro Sabiá (PE), avalia que a agricultura familiar ainda não é um segmento de produção rural considerado prioritário pelos governos, apesar de as políticas públicas para este setor terem melhorado nos últimos anos. "Não podemos negar que o agronegócio continua sendo muito mais beneficiado pelos governos em detrimento da agricultura familiar", destaca. O Centro Sabiá integra, entre outros, a Articulação do Semi-Árido, a Articulação Nacional de Agroecologia, a Rede de Assessoria Técnica e Extensão Rural do Nordeste, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável, o Consea/PE.

Mas segundo Santos, não se pode deixar de considerar algumas iniciativas governamentais que contribuem para o fortalecimento da agricultura familiar, entre elas, o Programa de Aquisição de Alimentos e o Programa de Segurança Alimentar. "Porém, é real que a política agrícola brasileira ainda é muito voltada para o fortalecimento do agronegócio, que direciona o foco da sua produção para a exportação e não para o mercado interno, assim como não se preocupa com a preservação ambiental e a qualidade nutricional dos alimentos que produz, pois o uso massivo de produtos agroquímicos ainda é a tônica deste modelo de produção agrícola."


Resistência e crescimento

De acordo com o coordenador do Centro Sabiá, foram a resistência de agricultores e agricultoras e a ação dos movimentos que atuam no campo que garantiram a sobrevivência da agricultura familiar no Brasil. "Essa luta garantiu não só a sobrevivência desta agricultura como também o seu crescimento e reconhecimento do papel que ela desempenha na garantia de alimentos para a mesa do povo brasileiro", ressalta. Dados oficiais apontam que 60% do alimento que chega à mesa dos(as) brasileiros(as) é oriundo da agricultura familiar. Mais de 50% do leite consumido no país vem da agricultura familiar, assim como 67% do feijão, 84% da mandioca, 40% das aves e ovos, entre outros. 

"A agricultura familiar também é uma geradora de mão-de-obra e renda para as famílias do meio rural, e são os agricultores e agricultoras familiares que mais contribuem para manter a nossa biodiversidade e preservar os nossos recursos hídricos", frisa Santos. "Nós, que fazemos o Centro Sabiá, gostaríamos de convocar todas as pessoas para, juntas e juntos, plantarmos mais vida para um mundo melhor, desenvolvendo ações que possam gerar mais vida no campo e na cidade; para construirmos uma sociedade que valorize mais a agricultura familiar como uma forma de inclusão social, de respeito ao meio ambiente e às tradições culturais das populações; o consumo de alimentos saudáveis e provenientes da produção familiar, entendendo que é uma forma de plantar mais vida no campo e na cidade, não apenas nesta semana, mas por toda a vida."


Centro Sabiá: http://www.centrosabia.org.br
Consea: https://www.planalto.gov.br/consea/

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