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informes - ABONG

3635/09/2006 a 11/09/2006

XVI Conferência de AIDS reúne cerca de 30 mil participantes

Cerca de 30 mil pessoas de mais de 170 paises estiveram em Toronto, Canadá, no período de 13 e 18 de agosto, para participar da que é considerada a maior reunião de saúde pública do mundo: a Conferência Internacional de Aids, um evento bienal, que teve como tema nesta sua décima sexta edição a frase em inglês Time to Deliver (É hora de realizar). 

Veriano Terto e Cristina Pimenta, ambos da coordenação-geral da Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (Abia), bem como outros integrantes da ONG estiveram em Toronto participando de diferentes formas deste grande encontro. 

Conforme Cristina - que participou como palestrante na plenária do dia 15 de agosto, cujo tema foi Respostas da Prevenção ao HIV/Aids -, dois assuntos em especial chamaram atenção na Conferência: um deles diz respeito à implementação de novos métodos de prevenção que estão em fase de pesquisa, como o uso de microbicidas, a circuncisão e a profilaxia pós-exposição. "Esses métodos têm forte indicação biomédica e se contrapõem a estratégias ligadas à educação, como o uso do preservativo e a adoção de estratégias de redução de danos para pessoas usuárias de drogas injetáveis", conta. 

Terto - que integrou o comitê científico da organização e a co-coordenação do Setor de Ciências Sociais da XVI Conferência representando a Abia - salienta também que estas novidades são métodos importantes, mas devem ser complementares, aplicados dentro do contexto sociocultural dos países e precisam estar acessíveis à população. "Hoje, por exemplo, o mundo tem apenas 50% do número de preservativos necessários, e a maioria das pessoas que precisam não tem acesso aos tratamentos." 

O acesso aos tratamentos foi outro tema de destaque - e, segundo Terto, atualmente o acesso aos antiretrovirais é muito limitado. "No encerramento da Conferência, o médico infectologista argentino e presidente da Sociedade Internacional de Aids, Pedro Cahn, comparou o acesso aos medicamentos para Aids à Lista de Schindler, ressaltando que, no caso da Aids, alguns portadores são escolhidos para ser salvos, enquanto outros são condenados a morrer", relata. "Os medicamentos são eficazes e é inadmissível vivenciarmos uma situação em que o lucro vale mais do que o direito à vida", critica Cristina.

Além disso, Terto considera que um dos problemas atuais é que alguns países não divulgam dados sobre a epidemia devido ao preconceito e, conseqüentemente, não possuem programas para a Aids. No geral, conforme ele, os países admitem que existe um problema, mas faltam estrutura e condições econômicas para o desenvolvimento de programas de Aids. "O Quênia, por exemplo, tem vontade política, mas não tem recursos. Já os EUA têm recursos, mas não há vontade política. Analisando globalmente, o mundo tem os meios, recursos, remédios e métodos de prevenção, mas não consegue dar uma resposta efetiva. Falta determinação política e coragem", critica.


Rebrip

Na área de propriedade intelectual e acesso a medicamentos, a Abia/Grupo de Trabalho em Propriedade Intelectual da Rede Brasileira pela Integração dos Povos apresentou, por meio de pôster (MOPE0977), a experiência de trabalho do GTPI/Rebrip, atualmente coordenado pela Asoociação. Alessandra Nilo, da ONG Gestos, e Michel Lotrowska, de Médicos Sem Fronteiras - também integrantes do GTPI/Rebrip -, abordaram o assunto novamente na mesa "Acesso a tratamentos".


Saiba mais: Abia: www.abiaids.org.br
Site XVI Conferência: http://www.aids2006.org/es/start.aspx


A Aids no mundo

Conforme a Abia, existem, hoje, cerca de 40 milhões de pessoas vivendo com HIV/Aids no mundo. Em 2005, 4,1 milhões de pessoas adquiriram o HIV e 2,8 milhões morreram em decorrência da Aids, sendo que a grande maioria dos óbitos ocorreu em países em desenvolvimento, onde há pouco ou nenhum acesso aos medicamentos. Ao todo, 6,8 milhões de pessoas que vivem em países em desenvolvimento precisam de tratamento; destas, apenas 1,6 milhão tem acesso. Na América Latina, há cerca de 1,8 milhão de pessoas soropositivas - 465 mil precisam de medicamentos e 290 mil têm acesso. Destas 290 mil, 175 mil são brasileiras. Apesar de o continente ter uma cobertura considerada razoável (62%), vale chamar a atenção para o fato de o Brasil, sozinho, ser responsável por 38% desta cobertura.

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