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informes - ABONG

36122/08/2006 a 28/08/2006

Um grito de indignação

Brasil: Na força da indignação, sementes de transformação. Este é o grito que ecoará em centenas de praças, ruas, localidades, cidades e capitais de todo o país em 7 de setembro, no 12º Grito dos Excluídos do Brasil. Mas por que um grito de indignação se o governo distribui Bolsa Família, Bolsa Escola, Cesta Básica e, conforme divulgaram amplamente os meios de comunicação, melhorou a distribuição de renda no país? Como questionar uma política econômica se o “risco país” nunca esteve tão baixo?

 

Respondemos estas indagações com outras perguntas: quem estabelece o risco país? A quem ele interessa basicamente, se não aos investidores e ao capital financeiro internacional, que ganha aqui as taxas de juros mais elevadas do mundo? Por que não estabelecer o risco social, que mede a taxa de analfabetismo, do desemprego, da falta de moradia e de terra, de educação, saúde e oportunidades para os(as) jovens?

 

“Não queremos esmola, queremos futuro!” – disse uma dona de casa para o ministro Patrus Ananias, em Belo Horizonte (MG), quando falava a moradores(as) em situação de rua sobre a possibilidade de dar a Bolsa Família para eles e elas.

 

O Grito de Indignação ecoa, principalmente contra a exclusão social – um processo que vem se perpetuando há séculos na história do Brasil. De nada valem as políticas compensatórias, ainda que necessárias, se junto com elas não são feitas mudanças estruturais. Estas implicam mudança na política econômica, que privilegia o pagamento das dívidas, o superávit, o capital financeiro e o agronegócio, em detrimento às políticas sociais; são estas que realmente interessam aos milhões de excluídos e excluídas do nosso país, tanto no campo como nas cidades. Por outro lado, milhares de brasileiros(as), sem perspectivas de futuro, migraram para o exterior.

 

O Grito de indignação levanta-se também contra a corrupção desenfreada e impune, que tomou conta do nosso país.

 

Mas temos que recuperar a capacidade de nos indignar. E é este o grande apelo do Grito neste 7 de setembro. Precisamos nos indignar diante da fome, da miséria, da morte de trabalhadores(as), da corrupção, com a violência, com as guerras espalhadas pelo mundo e com a nossa própria guerra que, só nos morros do Rio de Janeiro, mata mais do que a do Iraque ou Líbano.

 

O Grito de indignação levanta-se, também, contra essa forma de política representativa. Ela não responde mais às demandas da população. Gritamos por uma democracia direta e participativa. E gritamos por um projeto popular alternativo que ajude a construir o “Brasil que Queremos”, como assumiu a Assembléia Popular, realizada em outubro de 2005, em Brasília (DF), com a participação de mais de 6 mil lideranças dos Estados. Temos certeza que as mudanças somente virão com a mobilização da sociedade, pois nada cai gratuitamente do céu. (Por Luiz Bassegio e Luciane Udovic – versão editada para o Informes Abong).

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