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35618/07/2006 a 25/07/2006

A história que a escola não conta

O termo Griôts, do vocabulário franco-africano da época colonial, dá o significado sobre o trabalho desenvolvido pela Companhia Jovens Griôts, de São João do Meriti, no Rio de Janeiro. Griôts eram narradores(as), cronistas, cantores(as) e genealogistas, que transmitiam a história de personagens e famílias importantes, às quais, em geral, estava a serviço. Na Baixada Fluminense, a contação de histórias integra técnicas teatrais, circences, música e danças afro-brasileiras e resulta de um projeto desenvolvido pela ONG Se Essa Rua Fosse Minha (SER) com a Casa da Cultura da Baixada.

Desde o final de 2003, jovens recebem formação sobre relações Brasil-África, pesquisam contos da mitologia e diáspora Africana no Brasil e recolhem “causos” com anciãos e anciãs das comunidades onde vivem. Na medida em que partilham essas histórias entre crianças e adolescentes, abrem espaço para o debate sobre a diversidade cultural e valorização da cultura negra.

Além do despertar da memória afetiva, a Companhia faz leituras de livros e montagens de espetáculos. No próximo final de semana, na Casa da Cultura da Baixada, em Meriti, os(as) 14 jovens integrantes da Companhia apresentam o espetáculo Igbadu – A Cabaça da Existência. A peça é um mosaico de histórias da cultura africana dramatizadas e narra a formação do mundo, segundo a visão Yoruba. No  dia 25, comemoram o Dia do Escritor com quatro rodas de leitura ao ar livre em diferentes pontos do Rio.

Ao resgatar as vivências africanas, os(as) Griôts levantam questões sobre a herança que herdaram de seus antepassados. A história contada nos bancos escolares é branca e basicamente européia. O referencial existente para a população negra esbarra no período da escravidão, quando passam a entrar na construção da história nacional. A pesquisa efetuada por Griôts amplia e dá luz a esse horizonte e traz a descoberta sobre uma nova ancestralidade, também formada por reis, rainhas e príncipes.

Apresentar uma nova perspectiva para a história e cultura brasileiras é o maior mérito do trabalho desses(as) jovens. Além disso, contribui para o fortalecimento da auto-imagem, sentido de identidade, inclusão cultural de crianças, adolescentes e jovens negros(as) das classes populares. Projetos que resgatem histórias nunca contadas, como a africana ou a indígena, sempre serão bem-vindos. É como diz um belo ditado africano, que sintetiza o trabalho dos Griôts: “Até que os leões possam contar suas próprias histórias, as histórias de caça sempre irão glorificar os caçadores”. (Por Liseane Morosini).

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