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informes - ABONG

3544/07/2006 a 10/07/2006

Carta aberta a quem acredita que "a diversidade é legal!"

Completando 10 anos de existência e sendo considerada a maior do mundo (com mais de 2 milhões pessoas), a Parada do Orgulho Gay de São Paulo é um fenômeno complexo, que põe em evidência a ordem contraditória que orienta a (in)aceitação e (in)tolerância da sociedade brasileira em relação às pessoas que mantêm relações afetivas e/ou sexuais com pessoas do mesmo sexo.

 

Concordamos com muitas das críticas sobre o processo de comercialização, espetacularização e banalização da tão falada “diversidade” que é feita pela mídia e também por muitos/muitas dos/das que participam da Parada. Porém, o efeito performático e político que a Parada produz, não se pode negar! É intenso, real, libertador...

 

É obvia a força fundamentalista que tenta deturpar as ações dos movimentos sociais e, pouco a pouco, invisibiliza o impacto das ações que promovemos. A foto da "Parada evangélica" (que aconteceu dois dias antes) estampada na capa da Folha de S. Paulo, quando comparada às poucas matérias sobre a Parada do Orgulho Gay, nos dá uma boa dimensão desse processo. Uma única foto da nossa Parada estampada nas páginas internas de um caderno qualquer do Estadão mostrava dez gatos pingados em uma boate, cujo dono dizia: “a cidadania vem depois; primeiro a diversão”.

 

“Homofobia é crime: direitos sexuais são direitos humanos” foi o lema deste ano. Vale sempre a pena repetir: direitos sexuais são direitos humanos. É chegada a hora de entendermos que a luta pelos direitos sexuais é uma luta de todos e todas. Essa não é uma luta exclusiva do Movimento LGBT. É de todos aqueles e aquelas que acreditam e lutam por uma sociedade mais justa. Consideramos que é urgente e necessário nos articular de maneira mais coletiva, em defesa deste espaço democrático e participativo.

 

Precisamos fortalecer o espírito do orgulho e do respeito que originou esta manifestação de rua, para juntos(as) nos contrapor a estas ações de políticos, governantes, religiosos(as), pessoas comuns que querem nos calar. Poder mostrar a nossa cara é o maior e o melhor bem que estamos construindo. Deixar que alguns(as) tenham que enfrentar este processo sozinhos(as) é quase uma covardia e, não, um ato de solidariedade.

 

Caso contrário, em breve veremos a parada, se não extinta, realizada no sambódromo de São Paulo ou quem sabe transferida para um zoológico, tornando-nos animais selvagens devidamente enjaulados ou pobres racionais que se divertem em ver como são interessantes aqueles(as) que vivem em jaulas. (Pela Equipe do Instituto Papai. A íntegra deste artigo está disponível no site da Abong, box Artigos e Debates).

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