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informes - ABONG

34816/05/2006 a 22/05/2006

Uma luta em rede

À primeira vista, o desafio parece ser maior que nossas forças. Esquálidas forças de cidadãos e cidadãs comuns, que sonham com uma sociedade mais fraterna, menos discriminatória, sem tanta exclusão e, portanto, menos violenta. Uma sociedade em que as pessoas, os seres humanos não fossem vendidos, atendendo o gosto do freguês, como mercadorias expostas nos supermercados para serem compradas, conforme a preferência do(a) consumidor(a).

 

Pessoas – homens maduros, jovens, mulheres e crianças – vendidos(as) para a prostituição, para a adoção, para o trabalho escravo e até mesmo “inteiros ou fatiados” – como as vítimas são configuradas pela gíria –, levadas para o ”desmanche”, para o tráfico de órgãos. Parece Kafka, mas infelizmente não é. Em pleno século XXI, o tráfico de pessoas corre solto na sociedade mundial globalizada, dando lucros que certos setores já admitem serem maiores que os proporcionados pelo tráfico de armamentos ou de drogas.

 

No final do governo Lula, sentimos a premência de solidificar alguns avanços conseguidos nesse período. As organizações envolvidas – principalmente as que trabalham contra o tráfico de mulheres e crianças para a exploração sexual comercial, bem como o trabalho escravo – percebem um aumento de sensibilidade social contra tais crimes.

 

É para enfrentar esse crime inominável, de forma mais efetiva, que um grupo de ONGs brasileiras, desde o Fórum Social Mundial de Porto Alegre em 2005, estão se mobilizando para, juntamente com outras organizações latino-americanas, formarem uma rede de enfrentamento ao Tráfico de Seres Humanos (TSH) no continente.

 

No final de abril passado, diversas organizações da sociedade civil latino-americana e caribenha, assim como alguns representantes de outros países, se reuniram em São Domingos (República Dominicana) para a efetivação dessa rede que está vinculada à Aliança Global contra o Tráfico de Mulheres (GAATW), com sede na Tailândia. Sua proposta é a de contribuir para a promoção de mudanças nas estruturas econômicas, sociais, jurídicas e políticas, a fim de implementar estratégias de prevenção e proteção das pessoas traficadas, bem como a penalização de traficantes. Para isso, a rede pretende influir nas agendas dos Estados, organismos nacionais e internacionais para que o tráfico de pessoas seja considerado um tema prioritário.

 

As rotas do TSH são as mesmas do dinheiro: de regiões pobres em direção às regiões ricas do planeta. Mas também é fruto de mecanismos culturais disseminados nessa mesma sociedade mundial que encara outros seres humanos como “objetos de consumo” que se usa e joga fora.

 

Trabalhar com todos esses fatores, além da questão da implementação de legislações que atendam com maior eficácia o combate a tal crime, é o desafio que se propõe a Rede Latino- Americana e do Caribe contra o Tráfico de Pessoas.Sabemos que a luta é grande, mas os componentes da rede acreditam que a utopia um dia poderá fazer parte de nosso dia-a–dia. Afinal, não tem um ditado popular que diz que o “sonho que se sonha junto, se transforma em realidade “?... (Por Priscila Siqueira).

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