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3454/04/2006 a 10/04/2006

O desenvolvimento sustentável e as organizações da sociedade civil

O debate sobre o conceito de “sustentabilidade” emerge na década de 1990, tomando-se como pressuposto o crescente descontentamento com os impactos do modelo hegemônico da atualidade, gerador de sua própria insustentabilidade. Diante desse contexto, contribuir para a construção de um projeto de desenvolvimento sustentável tornou-se um objetivo presente em grande parte dos movimentos e organizações que atuam na perspectiva de uma sociedade democrática, solidária e justa.

 

No início da década, foi realizado na região Sul do Brasil um processo participativo que envolveu organizações do campo democrático-popular (movimentos sociais e ONGs), articulando pesquisa e debates entre essas entidades. A pesquisa teve como foco entender os elementos que compõem essa nova modalidade de projeto que vem se forjando a partir da práxis coletiva de organizações e redes de entidades.

 

Esse estudo (Arns, C. E. et all. Organizações populares e desenvolvimento no Sul do Brasil. Curitiba, Ed. Gráfica Popular, 2004) apresenta diversas considerações importantes, dentre as quais destacam-se: a valorização da dimensão endógena do desenvolvimento; a gestão democrática, participativa e solidária dos empreendimentos econômicos; a multiplicação das formas de organização dos interesses sociais, com ênfase na autonomia político-organizativa dos sujeitos sociais e na participação cidadã no processo de gestão das políticas públicas; a superação da lógica de exclusão social, econômica, política e cultural, contribuindo para a superação das profundas desigualdades sociais; a orientação estratégica do trabalho definida principalmente com base na dimensão social, mas articulada às dimensões econômica, política, cultural e ambiental; a descentralização das dinâmicas de crescimento econômico, incorporando territórios atualmente marginalizados e contribuindo para a adequação do desenvolvimento à diversidade regional; a desconcentração das riquezas, da renda e da terra; a organização, consolidação e articulação de redes sociais como mecanismo de superação dos limites territoriais e setoriais de sua atuação difusa; a valorização da multiculturalidade e o respeito às particularidades de gênero, raça, etnia e geração como elementos fundamentais na construção de novas relações sociais; o reconhecimento dos direitos humanos como um referencial ético-político do desenvolvimento; a ênfase na compatibilização das estratégias de desenvolvimento econômico com a conservação dos ecossistemas e dos recursos naturais, bem como do patrimônio cultural acumulado pelas populações tradicionais.

 

Assim, a implementação de diretrizes que construam um desenvolvimento sustentável dependerá dos resultados da correlação de forças políticas em jogo no conjunto da sociedade brasileira e dos compromissos assumidos entre os sujeitos sociais hegemoneizadores dessas lutas. Às organizações da sociedade civil cabe o papel central de disputar a hegemonia desse processo de construção. (Por João Carlos S. Torrens).

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