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informes - ABONG

34428/03/2006 a 3/04/2006

O desafio das interseccionalidades

Tem sido um fato inegável, reconhecido em todo o mundo, que o feminismo significou um marco na definição de estratégias políticas para a ruptura com o patriarcado e seus efeitos perversos sobre a mulher, em particular, e sobre as sociedades, como um todo. Entretanto, diante das diferentes formas de desigualdades existentes inclusive entre mulheres, em muitos casos, os desdobramentos da luta feminista não foram capazes de produzir alteração no quadro de exclusão em que se encontram mulheres de grupos historicamente subordinados, como os negros e os indígenas.

 

A interseccionalidade do racismo, do sexismo, das desigualdades econômicas e regionais tem produzido, historicamente, um quadro de destituição, injustiça e exclusão, aprofundado pela expansão mundial do neoliberalismo e suas formas de ataque à capacidade dos Estados democráticos em oferecer as condições mínimas de bem-estar para as mulheres e a toda a população.

 

As mulheres negras do Brasil vivem um quadro de guerras não declaradas, que de formas extremamente violentas restringem sua capacidade de agenciamento das condições de vida individuais e coletivas. Pobreza, indigência, morte precoce, violência, violação de direitos, restrições à livre expressão sexual, incidência crescente de infecção por HIV/Aids e altas taxas de mortalidade, invasão dos corpos estão entre os desafios enfrentados pelas mulheres negras que correspondem a aproximadamente 30 milhões de brasileiras (equivalendo a 30% da população feminina e a 49% da população negra, segundo dados governamentais), na maioria das vezes em isolamento.

Essas condições não foram capazes de intimidar ação e reação, e as mulheres negras não se mantiveram passivas diante desse quadro de exclusão e marginalidade. Na última década, as mulheres negras se organizaram em entidades específicas e se tornaram um dos principais sujeitos políticos da luta anti-sexista e anti-racista.

 

É nessa perspectiva, de empoderamento das mulheres negras e no fortalecimento de suas instituições, que nasce a Articulação de ONGs de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB), criada em 2001 e atualmente integrada por 23 organizações de diferentes regiões do país. Trata-se de um espaço de articulação política plural, que atualmente tem como principal desafio, com base em uma prática homogênea, delinear uma proposta de modelo de desenvolvimento inclusivo para o Brasil. Ao mesmo tempo, a AMNB busca integrar os diferentes espaços e articulações do movimento social, que possibilitem o debate em torno dos efeitos perversos da mundialização econômica e sua interação econômica com o racismo, o sexismo e a lesbofobia, tanto em nível nacional como o regional e global. (Por Jurema Werneck e Nilza Iraci).

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