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informes - ABONG

34214/03/2006 a 20/03/2006

REF: mulheres em rede por uma economia feminista

Vinte mulheres, de diferentes Estados e organizações, reuniram-se no período de 13 a 15 de março, em São Paulo, com um objetivo central: discutir e planejar suas ações tendo por base a economia feminista. O encontro foi promovido pela Rede Economia e Feminismo (REF), articulação que teve a sua criação impulsionada pela Sempreviva Organização Feminista (SOF) em novembro de 2001, durante o Seminário Feminismo e Economia (SP). Entre as presentes, estavam integrantes de outras associadas à Abong, como a Casa da Mulher do Nordeste (PE), Casa da Mulher Trabalhadora (RJ), Centro Feminista 8 de Março (RN), Fase (RJ) e Pacs (RJ).

A REF integra a Rede Latino-Americana Mulheres Transformando a Economia (Remte), presente em dez países e da qual a SOF participa desde 1999. Miriam Nobre, coordenadora de programas da SOF e responsável pela organização da reunião nacional, informa que a REF tem, entre seus objetivos, difundir no Brasil o que é a teoria econômica feminista, como ela ajuda na análise das questões da sociedade e na construção de propostas de ação.

Mas o que é uma economia feminista? Conforme Miriam, as reflexões sobre uma economia feminista surgem na década de 1970, com pesquisadoras, professoras e militantes do movimento feminista nos Estados Unidos. Elas questionavam os paradigmas tanto da economia neoclássica, dominante nas universidades mundo afora, quanto da economia marxista. “A economia feminista articula produção e reprodução e pensa a organização da economia e do trabalho também baseada na divisão sexual do trabalho”, explica. “Ela pensa a organização econômica não só do ponto de vista matemático, mas de forma articulada com os processos históricos e sociais, com uma crítica forte à naturalização de processos econômicos em nossa sociedade – que privilegiam os detentores da riqueza, em sua maioria homens e brancos, que estão no controle de transnacionais, com sede em países do Norte.”

Com isso, durante o encontro, foram apresentados os processos de formação em economia feminista realizados pelas integrantes da REF. “O grupo teve, em 2005, o desafio de realizar debates em seus Estados, e várias organizaram cursos e processos de formação”, conta Miriam. Como exemplos, ela cita o Pacs, que realizou o curso para duas turmas e um seminário. A SOF também promoveu cursos no Distrito Federal, em Mato Grosso de Sul e São Paulo.

Além disso, o grupo discutiu suas ações em: economia solidária; livre-comércio e acompanhamento das negociações da Organização Mundial do Comércio (OMC), seus impactos no Brasil, e a presença da REF em espaços como a Campanha contra a Alca; agroecologia, expressa na atuação das mulheres na Articulação Nacional de Agroecologia e na preparação do Encontro Nacional, em junho; pelo aumento do salário mínimo. “Temos também, entre os desafios, avaliar os programas de microcrédito e a participação das mulheres nestes programas.”


Remte

A coordenadora geral da SOF e membro da diretoria da Abong, Nalu Faria, é a atual coordenadora regional da Remte, como representante da REF. Para ela, o encontro consolidou mais o trabalho da Rede brasileira. “A REF se construiu paralelamente e, em alguns pontos, em sobreposição com a Marcha Mundial das Mulheres – como acontece em outros países. E a REF expressa o que se vive na MMM brasileira: há uma nova geração participando dessas discussões”, ressalta.

“Foi bom que trabalhamos por meio de algumas linhas da Remte, como a de politizar e visibilizar como ocorre a divisão sexual do trabalho. A articulação brasileira acaba por garantir também uma certa articulação campo-cidade – contribuição muito importante da REF para a Remte.” www.sof.org.br/

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