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informes - ABONG

34021/02/2006 a 6/03/2006

Fórum ONGs/AIDS - PE protesta contra a paralização de pesquisas em vacina anti-HIV

Na semana passada, o Fórum de ONGs/Aids de Pernambuco - Articulação Aids em Pernambuco divulgou amplamente um alerta: o ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, anunciou o lançamento do edital para linhas de pesquisas. Mas apesar dos R$ 791,7 milhões de investimentos, viu-se que, mais uma vez, o governo não contemplou o experimento de vacinas terapêuticas anti-HIV que já vem sendo realizado, mas que no momento está paralisado por falta de recursos, como é o caso de Recife. 

Nesse sentido, o coordenador geral da ONG Grupo de Trabalhos em Prevenção Posithivo (GTP+), membro do Comitê de Vacinas Anti-HIV do Programa Nacional de DST/Aids e da Coordenação Colegiada da Articulação Aids em Pernambuco, Wladimir Reis, lembra que o Brasil é visto internacionalmente como um modelo em assistência e prevenção às DSTs/Aids, possibilitando a busca de parcerias e intercâmbios, como nos experimentos de vacinas anti-HIV. "No país, existem outros experimentos de vacinas anti-HIV preventivas sendo testados - para quem não tem o vírus HIV - e apenas de uma terapêutica - para quem já tem o vírus HIV. Esta última iniciou-se em Recife, em 2001". 

Conforme Reis, a pesquisa teve início com 21 pacientes brasileiros(as) soropositivos(as) ao HIV, que não tinham desenvolvido a doença. Na época, o estudo teve o apoio da Fundação francesa Institut de Recherche sur les vaccins et Imunothérapie des Cancers et du Sida (IRVICS) e da empresa Movecare ( Londres - Inglaterra). 

A segunda fase dos testes estava marcada para março de 2005. Mas os equipamentos de pesquisa ficaram retidos na Receita Federal, o que danificou o material e causou um prejuízo de mais de R$ 400 mil. A equipe de pesquisadores(as) também enfrentou outro problema: a falta de recursos. Diante das circunstâncias, outra data foi marcada: outubro de 2005 - e mais uma vez os testes não ocorreram. Para reverter esta situação, o coordenador do estudo no Brasil, o professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Luiz Cláudio Arraes, solicitou o recurso aos Ministérios da Saúde e de Ciência e Tecnologia e ao Programa Institutos do Milênio, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico (CNPq - MCT). Mas o pedido não foi contemplado.

A paralisação da pesquisa novamente trouxe implicações éticas, critica o coordenador do GTP+: "As 21 pessoas voluntárias da primeira fase e as 80 da segunda, de São Paulo, Rio de Janeiro e Recife, depositaram expectativas no trabalho. Além disso, do desperdício de dinheiro e tempo, voluntários/as de outros quatro países se deslocaram até Recife, voltando decepcionados pela não continuidade da pesquisa."


Ato público

Indignados com essa situação, o Fórum de ONGs/Aids de Pernambuco promoveu em 21 de fevereiro, em frente ao Laboratório de Imuno Patologia Keiso Asami - Lika/ UFPE, um Ato Público em prol da vida."Conseguimos uma importante mobilização, com muitas organizações e movimentos", conta Reis. "Informamos também os Fóruns de ONGs/Aids do Brasil e estamos recebendo manifestações de apoio pela iniciativa".

Com o ato, as expectativas iniciais eram de definir com o diretor do Laboratório Asami-Lika o compromisso de o Fórum, pesquisadores(as) e responsáveis pela pesquisa poderem conversar com os(as) voluntários(as) do experimento para dar explicações, minimizar a ansiedade e ver os desafios. "Ele nos informou da liberação do equipamento junto à Receita Federal, comprometendo-se a buscar respostas conclusivas dos Ministérios da Saúde e da Ciência e Tecnologia e do Programa Institutos do milênio, na busca de recursos financeiros para continuidade deste experimento." www.gtp.org.br

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