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informes - ABONG

33730/01/2006 a 6/02/2006

Diálogo: um dos alicerces da sustentabilidade

O ano de 2005 foi marcado por devastadores desastres naturais, muito provavelmente causados pelas mudanças climáticas provocadas pelo modelo de desenvolvimento ainda predatório, que utiliza, de forma insustentável, o que a natureza nos oferece. Passados cinco anos deste século, ainda precisamos construir uma verdadeira Agenda 21 para viabilizar um mundo sustentável, com menos desigualdades sociais, com respeito às diversidades biológicas e culturais e às limitações dos recursos ambientais.

 

O Brasil continua enfrentando conflitos socioambientais significativos, como os desmatamentos de nossas florestas, o avanço das monoculturas, o cultivo de produtos transgênicos, a implantação de megaempreendimentos que causam impactos ambientais de grande monta, o fantasma da energia nuclear, a industrialização do Pantanal. Enfrenta também a insistência do governo federal em realizar a transposição das águas do Rio São Francisco, um dos maiores exemplos de projetos deste modelo que precisa ser superado. É uma megaobra na contramão da sustentabilidade que tanto buscamos. Precisamos, sim, de uma gestão das águas no País, que mantenha a vitalidade das bacias hidrográficas, com cuidado e respeito no seu uso.

 

Na Bahia, a expansão da monocultura de eucalipto no extremo sul, o desmatamento do Cerrado para a escandalosa produção de carvão vegetal, a implantação de projetos de carcinicultura ameaçando manguezais e zonas estuarinas, o turismo predatório, os passivos da indústria e da mineração são exemplos de conflitos socioambientais que precisam ser enfrentados e solucionados.

 

A 2ª Conferência Nacional de Meio Ambiente, realizada em dezembro de 2005, traz como resultado de um processo participativo as diretrizes para a elaboração de uma agenda positiva para o meio ambiente e o desenvolvimento. São necessárias ações concretas e urgentes no sentido de estabelecer políticas e programas para a convivência com o semi-árido, para a proteção e uso sustentável da Mata Atlântica, do Cerrado, da Caatinga, do Pantanal, da Amazônia e da Zona Marinho Costeira, para o cuidado com as Unidades de Conservação. E precisamos, sim, estabelecer um observatório permanente das políticas públicas, para que a sociedade possa cobrar a implementação das deliberações da Conferência e colaborar na identificação dos conflitos socioambientais.

 

Iniciativas sustentáveis existem neste Brasil afora, fruto do trabalho de várias comunidades, e precisam ser difundidas, replicadas e transformadas em políticas públicas efetivas, consistentes, participativas e descentralizadas. Potencial para isto não falta! (Por Renato Cunha – versão editada).

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