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informes - ABONG

33513/12/2005 a 19/12/2005

Sustentabilidade das ONGs - contribuição para o debate

A partir da década de 1990, as ONGs  passaram a ter mais visibilidade ao assumirem um maior protagonismo em relação a causas como direitos humanos, participação popular e meio ambiente. Marco desse processo é o Fórum Global, evento da sociedade civil paralelo à Conferência da ONU sobre Meio Ambiente, realizada em 1992 no Rio de Janeiro.

 

Um ano antes, cerca de 120 organizações criaram a Abong num esforço de compor um campo político que representasse coletivamente um determinado conjunto de organizações.

 

Algumas dessas instituições definiram como estratégia de sustentabilidade constituir uma base social de apoio no Brasil, associando pessoas com as quais estabelecem um compromisso de apoio político e financeiro à organização. Destacam-se, entre  essas, o Idec, o Greenpeace e a Fundação SOS Mata Atlântica. Juntas, essas ONGs têm hoje mais de 60 mil associados/as. Este tipo de estratégia, porém, não caracterizava a atuação da maioria das filiadas à Abong. De modo geral, muitas organizações resistiam inclusive, e ainda resistem, a este tipo de apoio. Herdeiras de uma tradição de financiamento vinculada à cooperação internacional, essas ONGs  se mantiveram fiéis a essa política ao longo da década de 1990 e não buscaram um caminho alternativo de financiamento no Brasil.

 

Contudo, esse quadro está mudando.  Pesquisa sobre o perfil das associadas à Abong realizada em 2003 revelou que  38% de suas associadas recebem doações de indivíduos. São 78 organizações, em relação a apenas 24, que em 2001 adotavam esse tipo de estratégia de mobilização de recursos. Aumentou também o número de instituições que recebem recursos de empresa, embora o crescimento tenha sido pequeno. Em 2003, 71 associadas declararam receber recursos de empresas privadas. Em 2001, eram 64 ONGs que tinham entre suas fontes este tipo de  recurso. Esse quadro colabora para mudar uma certa crença de que ONGs que lutam por direito não conseguem mobilizar recursos de indivíduos e empresas.

 

Por outro lado, o número de associadas à Abong que recebem recursos de agências internacionais de cooperação continuou o mesmo. Em 2003, 159 instituições acessaram este tipo de recurso. Isso significa que a tendência de crescimento da participação de recursos locais no orçamento das ONGs  não se dá em oposição ou substituição de recursos internacionais, mas como um movimento de diversificação de fontes. Esse é um caminho a ser trilhado: a diversificação de fontes de recursos é condição essencial para sua sustentabilidade e autonomia. (Por Antonio Eleilson Leite. Veja a íntegra do artigo no site da Abong).

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