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informes - ABONG

33329/11/2005 a 5/12/2005

Planejamento em tempos de crises

Antes de tudo, precisamos afirmar o que estamos tomando por planejamento e como enfocamos crise. Entre várias e distintas perspectivas sobre o planejamento, mencionarei duas mais exemplares e caricaturais. O planejamento pode ser tomado como “camisa de força”, o que acaba engessando a dinâmica de uma instituição. Neste caso, o grupo procura realizar atividades desenhadas em um passado recente, sem se perguntar sobre o sentido destas atividades ante a novos desafios.

“Planejamento como atitude” conduz uma instituição que busca expressar em seu cotidiano valores que defende e acredita, considerando o planejado à luz dos atuais desafios políticos. Neste caso, é a dinâmica de considerar a situação atual à luz da missão, que define o que será realizado e como. Invariavelmente estes dois sentidos opostos e complementares são observados nas instituições que planejam, monitoram, avaliam e sistematizam suas práticas. Os problemas começam a aparecer quando o foco recai apenas sobre o olhar burocrático, para saber se o que foi planejado está ocorrendo nos moldes em que foi desenhado.

Ao abordamos tempos de crise, nos referimos apenas à crise política atual, de valores, de projeto de sociedade, e não da crise estrutural do capitalismo, embora as crises estejam relacionadas. O planejamento “como atitude” é mais apropriado para organizações cujos valores se baseiam na luta por políticas públicas, que visam ao desenvolvimento humano e sustentável e que considerem a eqüidade, a justiça social e o equilíbrio ambiental para as presentes e futuras gerações; que defendem a soberania popular, a cidadania e o pluralismo político, étnico/racial, de gênero e de orientação sexual. Ainda em tempos de crise de valores e de projeto político, o “planejamento atitude” pode ser um instrumento para uma instituição implementar objetivos, realizar atividades com eficácia e eficiência e obter resultados. Este planejamento deve dar ênfase na gestão estratégica, que possibilita a instituição fazer ajustes para interferir no espaço político.

Quando um sujeito político realiza a gestão estratégica, ele tem elementos para saber se o que está realizando expressa no cotidiano sua missão e valores. Em tempo, ele poderá desenhar outras estratégias, atividades para, re-planejando atingir seus objetivos.

Em tempos de crise, em que grupos privilegiados ressuscitam preconceitos de classe, os movimentos se rearticulam para assegurar mudança da sociedade e construir novas estratégias, o “planejamento atitude”, mais flexível nos instrumentos e inflexível nos valores, é mais adequado a estes sujeitos políticos. Para essa concepção de planejamento, a democracia – redução das desigualdades, defesa da justiça social, pão, teto e saúde para todos e todas, liberdade de informação e organização, plena realização dos direitos e respeito à igualdade e à eqüidade - se dá em um processo permanente e nunca inteiramente acabado de disputa política. (Por Marcos José Pereira da Silva).

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