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informes - ABONG

32611/10/2005 a 17/10/2005

Feministas de 28 países participam do 10° EFLAC

O 10º Encontro Feminista Latino-Americano e do Caribe (Eflac), ocorrido entre os dias 9 e 12 de outubro na cidade de Serra Negra (SP), consagrou seu êxito: desde o seu primeiro dia, 1.250 mulheres - de diferentes raças, etnias, classes sociais e gerações - de 28 países da América Latina, Caribe e militantes de países europeus e dos Estados Unidos - debateram e analisaram uma gama variada de questões, tendo por base o eixo central do evento: feminismo e democracia. Muitas associadas à Abong, de ONGs e movimentos feministas, de mulheres negras e mistos participaram do Encontro.

Conforme Jacira Melo, diretora do Instituto Patrícia Galvão, integrante da Articulação de Mulheres Brasileiras e da Comissão Organizadora Encontro, o 10o Eflac teve como base uma metodologia inclusiva das diferentes perspectivas dos pensamentos feministas. "Em cada painel ou diálogo complexo estiveram expressas as visões diferenciadas de feminismo", informa. "Esta metodologia possibilitou o embate e a confluência de idéias e argumentos, enriquecendo os debates."

Vera Vieira, coordenadora executiva da Rede Mulher de Educação e também integrante da Comissão Organizadora, destaca como ponto inovador do 10o Eflac a metodologia aplicada no sentido de que o conjunto das participantes vivenciasse, de fato, a interseccionalidade temática.

O painel de abertura Feminismo e Democracia, na avaliação de Jacira, trouxe para o debate questões fundamentais: tendo em mente as utopias, quais são os passos fundamentais para enfrentar a pobreza, violência e desigualdades que assolam nossa região. "A radicalização da democracia exige que olhemos de frente os problemas imediatos das sociedades da região, que exigem respostas aqui e agora", salienta. Segundo ela, além dos debates sobre Feminismo e Democracia, a inclusão dos debates sobre racismo, etnocentrismo, lesbianidade e juventude como centrais para a busca de uma América Latina mais democrática deve possibilitar um salto na capacidade de articulação e reflexão feminista na região.


Mulheres Negras

Ao olhar a participação das mulheres negras no 10o Eflac, a coordenadora executiva do Instituto da Mulher Negra - Geledés e integrante da Comissão Organizadora, Nilza Iraci, frisa que cresceu muito, nas duas últimas décadas, o número de organizações feministas negras que vêm, entre outros, protagonizando a luta contra o racismo e o sexismo, visibilizando e ampliando a discussão em setores estratégicos da sociedade, como protagonistas de suas próprias lutas, "com cara, voz e expressões próprias."


"Apesar dos avanços conquistados pelas mulheres negras, permanece até hoje, no interior dos Encontros Feministas, em maior ou menor grau, a inclusão da questão racial como um tema periférico das discussões", avalia. "O tema tem sido tratado sob a ótica da mulher negra, como se racismo fosse um problema afeito apenas a este segmento da população."


Jovens feministas

"A participação das jovens no encontro foi intensa e construtiva. Pela primeira vez, juventude foi abordada como um dos temas principais." Esta é a opinião da jovem feminista Fernanda Grigolin, integrante da Coordenação da Comissão de Comunicação 10º Eflac. Para ela, isso ocorreu devido ao forte trabalho que as mulheres jovens vêm executando nos espaços feministas e realizado nos 8º e 9º Encontros.


Fernanda analisa que, apesar disso, as mulheres jovens ainda enfrentam dificuldades de estarem em igualdade de condições dentro dos espaços de decisão. Nesse sentido, ela destaca trecho da carta das jovens, lidas na plenária final: "Debater a radicalização da Democracia implica repensar nossas relações de poder no movimento feminista..."


Plenária

No dia 12, o Painel final tratou sobre O presente e o futuro do feminismo na América Latina e no Caribe. À tarde, na plenária de encerramento, foram apresentados e aprovados, recomendações e manifesto.
Foi para votação, também, um tema que antes do Encontro já havia gerado polêmicas: a participação de transexuais no próximo Eflac, que, ao final, foi aprovada. A lesbianidade também foi aprovada como tema central no próximo Encontro. Por fim, as presentes consagraram o México como país que sediará o 11º Encontro.


Saiba mais sobre o 10º Eflac: http://www.10feminista.org.br/

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