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informes - ABONG

32611/10/2005 a 17/10/2005

A escola pública na batalha da comunicação

A comunicação constitui o campo estratégico onde se define o perfil da sociedade do século XXI e, presumivelmente, o destino do planeta (haja vista que ela veicula a ânsia autodestrutiva do consumo). O complexo de mídia, que atua dentro da lógica do mercado e do poder, é presença constante na vida de todos/as e em cada um de nós. Sua influência na formação dos consensos sociais, na visão política e na própria subjetividade das pessoas (desejos, valores, atitudes) é extremamente importante, malgrado o “filtro” das mediações culturais que se interpõem entre suas mensagens e os/as receptores/as.

Tudo isso é parte de um diagnóstico conhecido, mas que é incompleto se não se levar em conta que, paralelamente à mídia comercial, existe uma mídia alternativa ou popular em franca expansão, graças às possibilidades abertas pela democratização das tecnologias da comunicação (a internet, mas também o barateamento dos custos de impressão e produção audiovisual). 

Nesse sentido, desde 1994, se desenvolve no Ceará uma estratégia que tem como objetivo a participação da escola pública na disputa da comunicação, numa ação que se articula com a melhoria dos processos de ensino-aprendizagem e a democratização da instituição. Por meio da Rede Jornal Escola – uma coligação de ONGs –, quase 1.200 escolas do Ceará, Pernambuco e Pará produzem seus próprios jornais, com grande participação das crianças e adolescentes, jornais estes que chegam às comunidades nas mochilas dos/as educandos/as (73% declaram que as publicações são lidas nas suas famílias).

A educação pela comunicação é a base conceitual do projeto, que está integrado à missão formativa da escola. Mas a iniciativa não se limita a isso. A escola produtora de informação é aquela que discute a atuação da mídia em sala de aula, elabora suas críticas, produz conteúdos e coloca isso para fora de seus muros, no intuito de influenciar sua comunidade e participar das suas lutas e conquistas.  A criação de redes de jornais escolares pela internet e sua articulação com outros atores da comunicação alternativa permitem pensar na extensão do impacto da comunicação para muito além do público interno e da vizinhança imediata da escola.

Existem no Brasil 180 mil escolas que recebem diariamente quase 40 milhões de alunos/as.  Eis uma rede capaz de fazer uma diferença no mundo da comunicação!   A Rede Jornal Escola está disseminando suas metodologias e dando apoio operacional a instituições que tenham interesse em implementar o projeto em todo o país.  Veja em www.comcultura.org.br. (Por Daniel Raviolo).

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