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informes - ABONG

32213/09/2005 a 19/09/2005

O Grito dos Excluídos continua em outubro

Depois de o 11º Grito dos Excluídos ter mobilizado mais de 200 mil pessoas em todo o Brasil, no dia 7 de setembro, excluídos e excluídas darão o Grito Continental em 12 de outubro. 

E este grito para todo o continente promete ecoar bem alto, se seguir o ocorrido no Brasil. O secretário executivo do Grito dos Excluídos Continental, Luiz Bassegio, relata que as manifestações do dia 7 continuaram gritando contra a exclusão social, o pagamento da dívida externa e pela auditoria, contra a Alca e em favor de uma integração solidária na região, pela reforma agrária e pelo fim do superávit primário. "O Grito deixou bem clara a sua posição em relação à atual política econômica que o governo vem desenvolvendo, que não beneficia a maioria do povo brasileiro", avalia. 

As manifestações também mostraram a necessidade de mudanças urgentes e profundas. "Basta olharmos os eixos norteadores do Grito de 2005", sugere Bassegio: o Brasil ainda está refém dos juros altos e do endividamento externo, o que deixa o país sujeito a freqüentes ajustes fiscais, exigidos pelos representantes do capital financeiro internacional; o governo tem-se dobrado a essas exigências internacionais, encaminhado as reformas neoliberais, o que o torna incapaz de implementar políticas públicas de reforma agrária e de aplicar maiores investimentos na saúde, educação, transporte, habitação, direitos humanos, meio ambiente, entre outras; a sociedade brasileira está dilacerada pelo desemprego, a pobreza, a fome, pela violência e a corrupção, o que muitas vezes resulta em revolta ou indiferença por parte do povo quanto ao destino político do país. 

Além disso, o Grito brasileiro deixou evidente a necessidade de se buscar novas formas de fazer política, ou seja, a necessidade de ter uma democracia direta. "Só os partidos como forma de escolhemos nossos representantes não basta mais", critica Bassegio. "A crise mundial da política institucional deixa isso bem claro, quanto mais no Brasil, com a crise em que vivemos. Trata-se de descobrir novas formas de fazer política. Este é um grande desafio que o Grito aponta."


12 de outubro

Como articulação continental, o Grito faz parte, entre outros, do Conselho Internacional do FSM e integra a coordenação do Fórum Social das Américas e do Fórum Social do Caribe.

Para o 12 de outubro, nas Américas e no Caribe, o Grito aponta a necessidade de construção de uma outra integração entre os povos, que seja não só econômica, mas política, cultural e com respeito à diversidade e à pluralidade. Bassegio conta que o Grito Continental também destaca a necessidade de uma maior articulação entre os movimentos sociais dos países, em busca de mudanças. "É isso que o Grito busca: que a luta pela nossa soberania e contra o imperialismo seja uma luta de todos os povos, de todas as categorias e que perpasse todas as manifestações, principalmente no dia 12 de outubro."

Veja o Manifesto do Grito Continental e participe: http://www.gritodosexcluidos.com.br/

 

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