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informes - ABONG

32030/08/2005 a 5/09/2005

O uso do preservativo é uma demonstração de amor à vida

Nos causou preocupação a declaração sobre exigências éticas, supostamente em defesa da vida, divulgada pela CNBB. Não podemos esquecer que o Brasil é um Estado laico e que as políticas públicas para lidar com questões como Aids, saúde sexual e reprodutiva não podem se basear em dogmas e ideologias religiosas.

 

O governo deve ater-se às medidas cientificamente comprovadas, como a distribuição e o uso do preservativo como forma de prevenção à Aids. Disponibilizar preservativos é uma atitude de cuidado com a vida. Por conta de medidas integradas de prevenção e tratamento, o Brasil vem conseguindo reverter as tendências mais pessimistas de crescimento da Aids.

No dia 29 de agosto, Stephen Lewis, enviado da ONU para HIV/Aids no Continente Africano, declarou que a política norte-americana de combate à Aids, com ênfase na abstinência sexual recomendada pela igreja católica, é um obstáculo para o combate à pandemia na África.

 

Um relatório publicado pelo Grupo Internacional de Trabalho sobre Sexualidade e Políticas Sociais, e reproduzido no Brasil pela Abia, traz uma série de interrogações a respeito das reais intenções da Casa Branca em relação às políticas relacionadas ao HIV/Aids. Segundo Françoise Girard, a retórica utilizada pelo governo Bush é a do “conservadorismo compassivo”, que tem sido eficaz para melhorar a imagem de frieza que o presidente havia projetado nos primeiros anos do seu mandato. No entanto, o foco central na educação para a abstinência e os ataques aos preservativos são claramente contemplados. Em função desta agenda, o governo brasileiro acertadamente passou a recusar o apoio financeiro oferecido pelo governo Bush que, além de não ter embasamento científico, é também uma ameaça à soberania do País, uma vez que impõe condições para a aprovação de financiamentos.

 

Não cabe à igreja condenar as políticas de saúde sexual e reprodutiva, que estão baseadas em direitos humanos e em reivindicações feitas pela própria sociedade. A CNBB tem o direito de expressar suas opiniões, porém, deveria valorizar mais as ações de assistência e acolhimento desenvolvidas pela própria igreja em suas bases e que têm significado um esforço importante na resposta à Aids no Brasil. Dessa forma, promoveria uma política de solidariedade e não de criticas, que mais dividem do que somam. É lamentável que a CNBB, que traz em sua história uma série de lutas a favor das pessoas excluídas esteja, diante de uma epidemia de tal magnitude, alinhada aos interesses do atual presidente norte-americano. (Por Veriano Terto Jr., Sônia Corrêa, Claudio Oliveira e Jonathan Garcia).

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