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informes - ABONG

31923/08/2005 a 29/08/2005

Sociedade se mobiliza para a Macha Zumbi + 10

Em 1995, foi realizada a Marcha Zumbi dos Palmares Contra o Racismo, pela Cidadania e a Vida, uma ação coletiva do Movimento Negro brasileiro, que teve como resultado a primeira iniciativa de implementação de políticas de ações afirmativas para a população negra no país. Dez anos depois, neste 2005 tão intenso, o Movimento Negro voltará a Brasília (DF) com a Marcha Zumbi + 10, avaliando os avanços conquistados e as dificuldades enfrentadas, nesse período, na luta por políticas públicas para superação das desigualdades raciais no Brasil. A Marcha Zumbi + 10 está sendo construída em mais de 15 Estados, protagonizada pelo Movimento Negro, com o apoio de redes e organizações aliadas na luta de combate ao racismo. 

A Marcha está sendo coordenada por uma Articulação Nacional, que se reuniu em 13 e 14 de agosto, em Brasília, com o objetivo de mobilizar e organizar esta grande ação. A Articulação é composta por várias organizações e grupos do Movimento Negro e hoje possui representações de 12 Estados, todas presentes ao encontro: Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Bahia, Piauí, Maranhão, Goiás, Rio Grande do Sul e Paraná.

Mônica Oliveira, ativista do Movimento Negro, diretora do Regional Abong Nordeste 1 e coordenadora do Cenap (PE), salienta que, se em 1995 a luta foi pela implementação de políticas públicas de ações afirmativas, hoje, a intenção do Movimento Negro é avançar no aprofundamento e ampliação das políticas iniciadas nesses dez anos, garantindo simultaneamente a inclusão da população negra nos espaços e mecanismos de participação democrática. Numa visão mais ampla, o principal objetivo é "recolocar os fundamentos para a construção de uma sociedade justa, democrática e igualitária". 

Durante a reunião, foram discutidos aspectos operacionais da Marcha - entre eles: constituição do Colegiado Nacional com os 12 estados presentes; formação das Comissões de Finanças e de Elaboração do Documento, que deverá ser entregue ao presidente da República durante a Marcha; definição de ações de ampliação da mobilização nos Estados. Os(as) participantes realizaram ainda uma avaliação geral da conjuntura nacional e da crise política em curso, analisando o Movimento Negro neste contexto de crise. Como resultado, as organizações emitiram a Nota Pública sobre a Crise Política Brasileira (disponível no site da Abong). 

A Articulação Nacional da Marcha Zumbi+10 busca estabelecer alianças com outros segmentos, como o de mulheres, de direitos humanos, e outros, que estão no campo da luta contra o racismo. "Entendemos que o racismo não é "um problema do(a) negro(a)", mas um mal que afeta toda a sociedade brasileira", ressalta Mônica. "É preciso que todas as organizações e pessoas, comprometidas em seus projetos políticos com uma sociedade justa, democrática e verdadeiramente igualitária, cerrem fileiras em torno dessa luta. Não é possível a promoção da igualdade sem o combate sem tréguas ao racismo no cotidiano das relações em sociedade".

A Secretaria Executiva da Articulação Nacional da Marcha Zumbi + 10 está a cargo do Irohin e do Coletivo EnegreSer, organizações sediadas em Brasília. Entre em contato e participe: E-mail: irohin@terra.com.br. Tel.: (61) 3447-1729.

 

Quem foi Zumbi dos Palmares?

Em 20 de novembro de 1695, era assassinado Zumbi dos Palmares, o grande líder e guerreiro negro, que sonhou com a liberdade e que possibilitou a fundação daquela que foi considerada a primeira república socialista das Américas: o Quilombo dos Palmares, localizado em parte do Estado de Alagoas e, parte, em Pernambuco. Sua história foi retomada, na década de 1970, pelo grupo gaúcho Palmares, que buscando uma alternativa ao Dia da Abolição da Escravatura, lança o 20 de novembro como o Dia do Negro. Em 1978, o Movimento Negro Unificado Contra a Discriminação Racial - atual MNU - consolida a data como o Dia Nacional da Consciência Negra.

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