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informes - ABONG

31923/08/2005 a 29/08/2005

O tráfico de seres humanos e a pobreza entre as mulheres

O tráfico de seres humanos é um fenômeno multifacetado, não envolvendo apenas a exploração sexual. Nesse texto, quero tratar do tráfico de seres humanos para fins de exploração sexual comercial, destacando dentro dele particularmente as mulheres.

 

A princípio, as mulheres se iludem com uma boa oportunidade de trabalho, serviço bem-remunerado, muitas vezes com chances de residir em um país desenvolvido. Uma proposta fascinante que se transforma em trabalho forçado, imigração ilegal, semi-escravidão e prostituição. As mulheres vítimas do tráfico de pessoas, em sua maioria, estão na faixa etária de 18 a 40 anos, recrutadas nas periferias das grandes cidades para o trabalho como modelo, dançarina e doméstica.

 

As mulheres são particularmente vulneráveis ao tráfico de seres humanos devido à feminização da pobreza, à discriminação entre homens e mulheres, à falta de possibilidade de educação e de emprego. Por ser mãe solteira e ter de sustentar sua família – fatos aliados à construção das desigualdades de gênero –, são as mulheres as maiores presas deste mercado do tráfico. Isto acontece porque as referências colocadas ao longo da história reafirmam esse imaginário social excludente.

 

Essa vulnerabilidade está relacionada à pobreza e à distribuição de renda, que ainda é um dos piores problemas no Brasil. O estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em junho deste ano, 1% dos brasileiros mais ricos (1,7 milhões de pessoas) detém uma renda equivalente à da parcela formada pelos 50% mais pobres (86,5 milhões de pessoas), só perdendo para Serra Leoa na pior distribuição de renda no mundo.

 

Segundo o IBGE, dos cerca de 52 milhões de brasileiros excluídos, 70% são constituídos de mulheres com seus filhos menores de 14 anos. Esses dados refletem a falta de oportunidades das brasileiras e o aumento cada vez maior de sua pobreza, que conseqüentemente induzem uma parcela dessas mulheres ao tráfico de seres humanos com a promessa de emprego fácil.

 

Para prevenir e combater o tráfico de pessoas é necessário ter políticas sociais de inclusão, invertendo a lógica da minoria que ganha mais em detrimento da maioria que ganha menos. Isso implica a construção de um conjunto de políticas articuladas com diversos programas sociais. Ou seja, a luta contra o tráfico de seres humanos tem que se tornar, por parte dos governos, uma prioridade política, incluída nessa prioridade a melhoria das condições de vida das mulheres. (Por Eloísa Gabriel dos Santos).

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