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informes - ABONG

31816/08/2005 a 22/08/2005

Corrupção e impunidade

Faz aproximadamente dois meses que o Brasil parou. Desde que iniciaram as denúncias de envolvimento de pessoas da cúpula do governo em corrupção, favoritismo pessoal, desvio de recursos, tráfico de influência e concorrências dirigidas, entre outras, o Congresso Nacional não vem conseguindo encaminhar outras pautas importantes, a não ser das instalações de CPIs, que tratam do envolvimento de congressistas.

 

A sociedade vem assistindo atônita a toda essa onda de desrespeito. O sentimento geral é de estarmos vivendo indefesos(as) diante dos nossos administradores que não zelam pela rés pública (coisa de todos). Eles perderam o espírito cívico e ético e por isso querem “assaltar os cofres do Estado”. Infelizmente, a nossa cultura ainda é de uma elite que sempre teve como agenda a manipulação do poder, a troca de favores, as práticas coercitivas, a cooptação entre outros elementos. Esta realidade pouco foi mudada. Enquanto isso, torna-se difícil o enfrentamento das desigualdades e da exclusão social, o que vem acentuando, por sua vez, a ruptura da solidariedade entre as classes e, conseqüentemente, a falta de controle da violência.

 

A conjuntura parece reprisar "filmes" muito comuns neste país, como a CPI do orçamento, o caso “Jorgina, no INSS”, "grampos", etc. Estes exemplos expressam a cultura da impunidade dominante, que é diluída na percepção da sociedade. A opinião geral é que todos esses fatos vão dar em nada. Por outro lado, cristaliza o discurso na população, do tipo “eles roubam, mas fazem pelo Estado”. E até, “eles fazem porque a gente não pode fazer?”

 

A corrupção acaba com a construção de valores éticos de um país. “Degrada os valores íntimos de cada um, relativiza os costumes e a cultura da virtude, anulando, pois, os pilares, os princípios (estrelas guias da jornada humana) que mantêm a sociedade elevada e digna de seu próprio orgulho. Tal degradação moral começa por pequenas concessões, pequenas inversões axiológicas em nosso dia-a-dia e prossegue corroendo o homem e sua sociedade. É, precisamente, a tolerância de pequenos vícios, já na vida privada, que prepara a aceitação das grandes corrupções na vida pública”. (Luiz Otavio de Oliveira Amaral) professor da Faculdade de Direito, da Universidade Católica de Brasília – UCB).

 

Neste sentido, a corrupção fragiliza o Estado Democrático de Direito na construção da cidadania e de uma esfera pública. Fica o recado: ou a sociedade acaba com a corrupção ou a corrupção acaba com o Brasil. (Por Valdênia Brito Monteiro).

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