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informes - ABONG

3179/08/2005 a 15/08/2005

Conversando sobre planejamento

Quando nos referimos ao planejamento, estamos falando de uma atitude que precede e preside a ação. Quem não planeja, invariavelmente é manipulado(a) pelas estratégias desenhadas pelas pessoas que planejam. Quem não planeja apenas constrói reações, e não ações.

 

Segundo Carlos Matus - economista chileno que desenvolveu a proposta do Planejamento Estratégico Situacional (PES) -, a atitude de planejar precede e preside a ação porque é um cálculo realizado no passado, que orienta as opções e ações no presente, mas que estará incidindo no futuro. O cálculo estratégico supõe uma relação com o(a) outro(a), o que coloca problemas de ordem psicológica, ética e política numerosos e complexos. Para o planejamento estratégico, devemos ter pelo menos 50% de previsão com 50% de improvisação, criatividade.

 

Para estrategistas, o que precede a ação é um cálculo que considera uma situação complexa, com um conjunto de variáveis mutantes: a força e a debilidade do sujeito que planeja, seja ele uma ONG, movimento popular, uma outra instituição ou conjunto de instituições; a força e a debilidade de quem apóia a ação de quem planeja e de quem se opõe às ações de quem planeja; o contexto histórico, social, econômico, político, cultural em que se encontram todos os sujeitos.

 

O que precede são apenas considerações sobre os limites e possibilidades já perceptíveis no presente e não a adivinhação sobre o que poderá acontecer no futuro. Não é possível predizer comportamentos, mas apenas prever as relações interativas entre adversários(as) e aliados(as) a cada nova situação. Planejar é pactuar com um grupo de pessoas o que se pretende fazer, portanto, fica redundante explicitar, mas planejar é dizer não. Quem planeja sabe o que não dá para fazer.

 

Destacamos alguns momentos que devem ser observados para quem pretende agir orientado(a) por uma estratégia. Primeiro, estar sempre construindo e reconstruindo a explicação a respeito da situação sobre a qual se pretende atuar. Segundo, descrever como deve ser a realidade modificada, com base no desejo de quem planeja. Terceiro, medir as “pernas que o sujeito que planeja tem para fazer o que se pretende, enfim ver o poder de fogo”. Quarto, organizar o plano de ação.

 

O plano de ação deve ser fruto do processo de planejamento e não uma relação aleatória de datas e compromissos. Quinto, definir uma estrutura mínima de gerenciamento, como por exemplo: reuniões para retomar o plano inicialmente desenhado no passado à luz do que acontece no presente e pensar no que poderá acontecer à luz deste plano. Não há planejamento estratégico sem gerenciamento estratégico. (Por Marcos José Pereira da Silva).

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