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informes - ABONG

31519/07/2005 a 1°/08/2005

Uma intervanção político-artística de controle social sobre a saúde das mulheres

No sertão pernambucano, as mulheres são mais de 51% da população, e de cada cem mulheres, 61 estão em idade fértil. Essas mulheres, principalmente as que moram na área rural, enfrentam inúmeros problemas para ter acesso a uma assistência de qualidade à sua saúde. As dificuldades vão desde o transporte do sítio à cidade, deficiência no atendimento, falta de medicamentos até o acesso à realização de exames ginecológicos preventivos.

 

Diante disso, o Movimento das Mulheres Trabalhadoras Rurais do Sertão Central (MMTR-SC) propôs realizar, em sete cidades, um debate entre movimento de mulheres e gestão pública. Para tal, foi organizada, em parceria com as Loucas de Pedra Lilás, uma procissão de mulheres e algumas personagens de teatro pelas ruas de Custodia, Santa Cruz da Baixa Verde, Serra Talhada, Salgueiro, Mirandiba, Flores e Calumbi. A iniciativa foi realizada em articulação com a Rede Feminista de Saúde, o Fórum de Mulheres de Pernambuco e Fetape. Também foram convidados aos debates representantes das Gerências Regionais de Saúde e do Ministério Público daquelas áreas.

 

No primeiro momento do encontro, os dados disponibilizados pelo Ministério da Saúde foram confrontados com aqueles da gestão pública local; a seguir, houve a fala/vivência das mulheres, para conhecer melhor as lacunas de gestores(as) para atender bem as trabalhadoras rurais, assim como para obter uma prestação de contas dos recursos e das propostas locais de pactos regional do SUS para 2005. Em uma segunda rodada, a representante da Rede Feminista de Saúde/PE, Gigi Bandler, expôs a proposta do movimento de mulheres para um Plano Municipal da Saúde das Mulheres, que contemple um melhor atendimento e orientação à saúde sexual, reprodutiva e mental da mulher, assim como a implantação de uma assistência às mulheres em situação de violência doméstica e sexual.

 

Ao final, ficou claro que essa foi uma iniciativa inovadora. Sua continuidade se dará por meio de uma Comissão de Saúde, criada ao final dos debates e composta por lideranças do movimento trabalhadoras rurais de cada cidade, que irá acompanhar regularmente os trabalhos das autoridades locais e pressionar para que as reivindicações do movimento de mulheres sejam vistas como prioridade da gestão.  (Por Márcia Cruz).

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