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informes - ABONG

31221/06/2005 a 27/06/2005

Associadas à ABONG: identidade e projeto político

Em 28 de junho, o Regional São Paulo da Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong) realizará, durante todo o dia, o debate ONGs e[m] movimentos sociais: intervenção nos espaços públicos. Estão programadas duas mesas de debate, cujos temas centrais serão a intervenção das ONGs e movimentos sociais nos espaços públicos - história e perspectivas e a diversidade das experiências de intervenção conjunta de ONGs e movimentos sociais. Entre os(as) debatedores(as) convidados(as) estarão representações de ONGs, movimentos sociais, fórum, ONGs e universidade, com o objetivo de contemplar a pluralidade de ações que fazem parte do dia-a-dia da Abong e de suas associadas.

Ao final do encontro, haverá um coquetel de lançamento do Caderno Abong Organizações não-governamentais: um debate sobre a identidade política das associadas à Abong, de autoria de Rosângela Paz, pesquisadora do Instituto de Estudos Especiais da PUC/SP e assistente de diretoria da Abong no período de 1994 a 1998.

Mas por que a Abong colocou no centro do debate as ações de ONGs e/em movimentos juntamente com as reflexões sobre a identidade política das suas associadas? Para esclarecer essas propostas, o Informes Abong conversou com a diretora de relações institucionais da Associação, Taciana Gouveia, trazendo, a seguir, a entrevista realizada.

Informes: Por que um debate sobre ONGs e/em movimentos e uma publicação especificamente sobre a identidade das ONGs?


Taciana: O primeiro ponto que gostaria de esclarecer é que quando falamos de identidade das ONGs estamos nos referindo à sua dimensão de sujeito coletivo, ou seja, não tratamos de cada ONG em particular, mas, sim, de seus projetos políticos de transformação da sociedade brasileira. Assim, por estarmos tratando de projeto político, os debates sobre identidade são quase que uma prática cotidiana no fazer das ONGs. Tal afirmação poderia parecer contraditória com a produção de uma publicação sobre identidade; contudo, ainda que os movimentos em torno do nosso projeto político sejam contínuos , há que se ter um momento de analisar, reafirmar princípios e recontar uma trajetória, principalmente na atual conjuntura, em que há uma forte disputa política em torno dos sentidos do que sejam as organizações não-governamentais. Em síntese, mais do que dizer o que somos, buscamos visibilizar a nossa trajetória histórica e o nosso projeto político para a construção de uma sociedade democrática, justa e igualitária. 

Informes: Sinteticamente, como você define a identidade das ONGs do campo Abong?


Taciana: Esta não é uma pergunta simples, já que incorpora em sua formulação conceitos complexos como "identidade" e " campo". É muito comum que se tome a identidade não apenas como algo fixo, mas também aproximado da noção de idêntico, podendo levar a uma interpretação que as organizações não-governamentais que conformam o chamado " campo Abong" são profundamente semelhantes. No entanto, como mencionei anteriormente, mais que características em comum, conformamos um campo político por meio dos nossos princípios, utopias e projetos, campo este que não se restringe às ONGs, mas que também é constituído por movimentos, redes, fóruns e articulações. Entretanto, como tudo o que é da esfera do político, este campo não é isento de conflitos e contradições - e é bom que seja assim, afinal, a superação das contradições e o surgimento de outras tantas é o que faz o movimento da vida se constituir em história, na possibilidade de invenção de futuros. 

Informes: Como tem sido a relação entre as ONGs Abong com a sociedade de forma geral? Neste sentido, como você vê o olhar da sociedade sobre nós?


Taciana: Acredito que as relações entre as organizações e movimentos do nosso campo político e a sociedade em geral são também bastante contraditórias, na medida em que não há como elidir a estrutura conservadora, desigual, machista e racista da sociedade brasileira. Isto faz com que, por um lado, nos considerem úteis para a sociedade, quando as nossas ações servem de alívio ao resquício de culpa cristã, ou seja, quando nos vêem "tomando conta" do social. Por outro lado, quando percebem que temos um projeto político que ameaça os seus privilégios e a atual estrutura de dominação, nos rejeitam e buscam desqualificar nossas ações. Na verdade, este processo de tensões faz parte da disputa política sobre os sentidos e as possibilidades para a vida social e política brasileira, pois diferente do que muitas pessoas pensam, nossa ação não é voltada apenas para o Estado, mas principalmente para a construção e a legitimação dos princípios e valores da democracia, da justiça e da igualdade na sociedade.

Participe, no dia 28, do Seminário ONGs e[m] movimentos sociais: intervenção nos espaços público. A atividade é gratuita e as inscrições podem ser feitas pelo e-mail do Regional Abong São Paulo: abongsp@uol.com.br ou pelo telefone (11) 3151-2333, 
ramal 149, com Janaina.

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