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3107/06/2005 a 13/05/2005

OPINIÃO: A morte da floresta é o fim da nossa vida-Paz na floresta!

7 de junho de 2005, aniversário da Irmã Dorothy. Ela faria 74 anos, dos quais três décadas de vida e luta em prol dos povos e da região da Amazônia paraense, importante guerreira cujo brutal assassinato permanece como mais uma ferida aberta e profunda, nesta terra de tantas mortes.

Aproveitando o simbolismo desta data, foi realizada, em Brasília, uma manifestação contra a impunidade dos assassinos da Irmã Dorothy. Foi um ato emocionante e bonito na Praça dos Três Poderes. Este ato foi organizado por várias entidades, entre elas a Abong, que, junto com Irmã Dorothy, acreditam e defendem o direito dos homens e mulheres da Amazônia à terra e à floresta, e lutam para que estes sejam reconhecidos e respeitados pelo Estado brasileiro. Esta manifestação, que ocorreu no meio do tumulto causado pelas revelações do mar de lama da corrupção que nos cerca, tem simbolicamente a força de milhares de pessoas que estão saturadas da impunidade, da violação dos direitos humanos, da corrupção e da destruição de uma das mais belas regiões do mundo, tanto em termos de riqueza da sua natureza quanto em termos da sua população.

A publicação da estatística de mais um ano de desmatamento na Amazônia (2004) indicou que, apesar de todas as medidas que foram tomadas pelo governo federal por meio do Ministério do Meio Ambiente, chegamos a mais de 26 mil quilômetros quadrados de floresta derrubada, o segundo lugar no ranking da contagem anual de duas décadas nos ciclos da implantação dos grandes projetos na Amazônia. Este recorde é acompanhado por uma demonstração impressionante de impunidade e corrupção, evidenciada tanto pelos assassinatos e a evolução dos processos jurídicos em volta deles quanto pelos resultados de ações como a operação Curupira, executada recentemente pela Polícia Federal, que levou ao desbaratamento de uma quadrilha com atuação de mais de uma década, espalhando a corrupção por meio das forças econômicas da região e corrompendo os órgãos federais até nos seus escalões superiores.

Esses fatos coincidem com o forte crescimento dos agronegócios (grãos e pecuária na Amazônia), um acúmulo nunca visto antes no Brasil de divisas e de pagamento da dívida externa. Tudo indica que estamos num caminho em que a paz na floresta será uma paz de cemitério, com a morte simbolizada pela floresta derrubada, virada deserto. O desafio atual, transmitido pelo exemplo de Irmã Doroty e tantos outros e outras que, como ela, já morreram nesta luta, também assumido pela Abong - e que está contido no grito Basta, basta de impunidade, basta de corrupção, basta de um modelo econômico anti-social, explorador e devastador -, é que o Estado assuma definitivamente sua responsabilidade sobre a Amazônia, seu povo e seu futuro, e estabeleça de forma definitiva o Estado de Direito na região, se fazendo presente de forma permanente, e não apenas em momentos de crise.

Do nosso lado, intensificaremos com toda energia e coragem a guerra pela dignidade dos povos e da região Amazônica, exigindo a concretização dos Direitos Humanos, Econômicos, Sociais , Culturais e Ambientais e mobilizando todas as forças locais, regionais, nacionais e internacionais para garantir a vida na região.


NA FLORESTA HÁ DIREITOS; JUSTIÇA AMBIENTAL NA AMAZÔNIA!

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