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3107/06/2005 a 13/05/2005

Rio São Francisco: frente amplia luta contra transposição

Com a realização da videoconferência: Transposição das águas do Rio São Francisco, realizada em 2 de maio, com base em Recife, nasce mais um movimento em defesa do Rio São Francisco: a Frente Cearense por uma nova cultura das águas e contra a transposição do São Francisco, composta por várias ONGs e movimentos.

Conforme Oscar Arruda D´Alva, diretor do Regional Nordeste 3 da Abong e coordenador geral do Instituto Sertão (CE), a discussão que tem sido feita por ONGs e movimentos no Ceará, e que culminou na criação da Frente, parte do pressuposto de que o problema com relação à água não é de volume, mas de gestão e acesso: "é absolutamente irracional investir em uma obra de grande porte, que implicará graves impactos ambientais e aumentará a oferta de água, sem alterar as condições de uso e acesso no atual contexto de degradação ambiental, tanto da bacia do São Francisco como das bacias "receptoras"". Há também a má gestão dos recursos hídricos no abastecimento público - e um estudo mostra que o abastecimento público de água em Fortaleza tem perda de 40% do volume total - e nos usos econômicos: a irrigação na Bacia do Jaguaribe responde por 72% do uso da água, sendo que 92% de irrigantes usam tecnologias ineficientes, como a irrigação por aspersão e inundação.

"A transposição atende ao projeto de desenvolvimento da elite urbano-agro-industrial do Ceará e Rio Grande do Norte", salienta D´Alva. "Esta água virá para que o Ceará produza frutas e camarões, exportados para as mesas européias, e para manter o crescimento urbano desordenado de Fortaleza, alimentado pelo êxodo rural daqueles que foram excluídos deste projeto", critica. Nesse sentido, pesquisa em desenvolvimento pela Universidade Federal do Ceará no Vale do Jaguaribe indica que tem havido um forte processo de concentração fundiária na região e de exclusão da agricultura familiar e pequenos/as irrigantes do acesso à terra e à água.

Também no Ceará, segundo o diretor do Regional Abong, o projeto de transposição pretende trazer água para a Bacia do Salgado e médio/baixo Jaguaribe e diretamente para Fortaleza e Porto do Pecém. "Portanto, não resolverá os problemas justamente daquelas pessoas que mais necessitam de acesso à água, mas que estão distantes do canal e dos projetos produtivos privilegiados pela transposição."

"O papel do Estado é o de promover mudanças estruturais, principalmente no acesso à terra, água e saneamento, entre outros", ressalta D´Alva. "A captação de água de chuva para consumo e produção, o aproveitamento dos estoques subterrâneos de água, a revitalização das bacias hidrográficas, o uso sustentável da caatinga, o desenvolvimento de atividades produtivas adaptadas ao semi-árido, são algumas das iniciativas que poderiam contribuir com a melhor convivência com o semi-árido". www.sertao.org.br

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