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informes - ABONG

30931/05/2005 a 6/06/2005

Redes digitais não alteram concentração econômica em SP

A difusão de novas tecnologias de informação e comunicação - as TICs -, como a Internet, tem sido incapaz de alterar os padrões de concentração econômica, seguindo o modelo de exclusão típico da história da economia paulista. Esta é uma das constatações da pesquisa sobre os impactos da difusão e uso das TICs e Redes Digitais no Estado de São Paulo e parte do Relatório de Indicadores de C, T & I em São Paulo - 2004, publicado pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). 

O capítulo que analisa a participação e impacto de TICs em São Paulo foi elaborado pela equipe de pesquisadores(as) da Cidade do Conhecimento da USP, em parceria com a Fundação Seade e a Fapesp, sob a coordenação de Gilson Schwartz, diretor da Cidade do Conhecimento. Os indicadores referem-se ao período de 1998-2002 e detalham a presença de computadores e do acesso à Internet em empresas paulistas dos setores industrial, comercial e de prestadores de serviços. 

Os números paulistas revelam e confirmam uma tendência mundial: a ampla difusão dessas tecnologias está concentrada em áreas mais intensamente urbanizadas. A metade da distribuição de registros "com.br" e "org.br" no território brasileiro, em 2003, estava no Estado de São Paulo: mais de 6 domínios por mil habitantes, enquanto a média no país não chegava a três domínios por mil habitantes; e cerca de 58,2% desses domínios são da capital paulista. 

Mas de que exclusão o estudo fala, se os indicadores foram levantados em empresas e com prestadores(as) de serviços? Conforme Schwartz, a análise apresenta pela primeira vez uma representação georreferenciada da ocupação do "território" digital. "A democratização dos meios de comunicação ainda é uma hipótese num caminho de lutas quixotescas contra os moinhos de redes digitais", avalia. "Os indicadores de concentração assustam e comprovam que nossa análise e design são necessários, mas revelam, ao mesmo tempo, que a distância entre as pessoas conectadas e as desconectadas, e mesmo entre as conectadas, pode ser enorme". 

Contudo, ainda não há dados suficientes para caracterizar o uso das TICs nas organizações sem fins lucrativos, a não ser por uma primeira aproximação, que é a identificação dos ".org". "Sem dúvida a difusão de projetos de "inclusão digital" entre ONGs contribui para combater a exclusão, mas o fato é que ainda não temos dados e metodologias específicas para isso", diz Schwartz. Para tal, a Cidade do Conhecimento coordena a formação de uma rede de pesquisa, batizada de Observatório da Casa Brasil, em convênio com o ITI (Casa Civil, Presidência da República), para formulação e teste de indicadores da chamada inclusão digital e midiática. As pessoas interessadas em acompanhar e participar deste projeto podem conectar-se pela página da Cidade do Conhecimento na USP: www.cidade.usp.br.

 

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