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informes - ABONG

3063/05/2005 a 9/05/2005

O campo e o desenvolvimento local

“Mede-se o desenvolvimento com uma bateria de indicadores sociais que vão da mortalidade infantil ao exercício das liberdades cívicas. Desse ponto de vista, o Brasil apresenta um contexto muito pouco favorável, pois é um dos países onde é muito grande a disparidade entre o potencial de recursos e a riqueza já acumulada, de um lado, e as condições de vida da grande maioria da população, de outro”.

(Celso Furtado)

 

Esta é a realidade vivida pelo Brasil atualmente, um país de enorme potencialidade, cujos índices macroeconômicos levam, não raras vezes, a uma interpretação distorcida da verdadeira situação enfrentada nos bolsões de pobreza do país, nas periferias das grandes metrópoles, nas zonas rurais, nas favelas e nas pequenas cidades. Nestas localidades, encontramos grandes contingentes de marginalizados pela sociedade, sem planos ou horizontes, subsistindo em níveis sociais, econômicos e culturais muito abaixo dos aceitáveis.

 

“A esperança venceu o medo”. Foi este o grito de grande parte da população brasileira, em outubro de 2002, ao eleger Lula o presidente do país. Esperança de romper com a perversa ordem socioeconômica que historicamente vem compondo um quadro de inconfundíveis traços de injustiça social.

 

A despeito dos últimos bons resultados alcançados pelo atual governo, sobretudo quanto aos já citados índices macroeconômicos, cabem ser suscitadas as seguintes questões: O crescimento econômico pode gerar, por si só, o desenvolvimento social? E a pobreza, pode ser combatida somente por meio do crescimento e de políticas compensatórias?

 

Para as duas perguntas, a resposta do Campo é não. É preciso algo a mais, pois acreditamos não ser o crescimento econômico sua única origem ou causa. Cremos que o desenvolvimento, alcançado de forma sustentável e integrado às políticas públicas e às demais iniciativas não-governamentais seja este algo a mais, o caminho para reduzir e até eliminar a pobreza e a exclusão social.

 

A concepção de nossa intervenção baseia-se em que a pobreza não é insuficiência de renda, mas insuficiência de desenvolvimento. Assim como desenvolvimento não é sinônimo de crescimento econômico, nem é o resultado direto da oferta de serviços estatais, a pobreza – e de uma maneira mais ampla a exclusão social – não pode ser adequadamente enfrentada apenas com políticas de distribuição de renda ou com as chamadas políticas sociais. “A pobreza é a falta de capacidade de desenvolver potencialidades e de aproveitar oportunidades” (Amartya Sen). (Por Marcus Vinícius Azevedo da Silva).

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