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informes - ABONG

30022/03/2005 a 28/03/2005

Mulheres e a luta contra a violência doméstica

"Minha mãe, alisa de minha fronte todas as cicatrizes do passado
Minha irmã, conta-me histórias da infância em que eu haja sido herói sem mácula"
Vinicius de Moraes

Estas palavras de um poeta apaixonado por excelência pelo mundo feminino me trazem ao pensamento a conquista às vezes silenciosa, gritante outras tantas, das mulheres deste País. Por trás das palavras dele, existe uma declaração de como as mulheres, se realmente valorizadas, podem contribuir para a sanidade da vida e do mundo.

A história humana é a memória dos silêncios e das dores femininas, diante de um mundo masculinizado e preocupado exclusivamente com o poder. Mesmo nos momentos em que as sociedades superaram seu estágio escravocrata para a racionalidade capitalista, as mulheres continuaram ali, desempenhando o papel que o patriarcalismo lhes reservou.

 

O avanço da modernidade, com seu afã codificante e racional, não conseguiu tampouco garantir a paridade cidadã de homens e mulheres. Mas elas foram se fortalecendo, se organizando e reivindicando seu espaço. No Brasil, temos tantas delas, operárias, agricultoras, cientistas, políticas, mães, companheiras, que, à custa da pecha ou mesmo da indiferença de seus homens, foram à luta. Por isso, hoje, nosso país com certeza tem uma cara mais feminina, mas que precisa sair da estatística para ser profundamente cidadã. E esta é a luta de entidades como a que coordeno, o Ceca. Através do Programa de Acesso Popular à Justiça, temos trabalhado com a formação de Promotoras Legais Populares e, através destas, no apoio às mulheres em situação de violência doméstica. Nos surpreende como os índices de violência doméstica permanecem ainda na invisibilidade.

Mas as mulheres estão criando coragem para buscar ajuda, apesar de o poder público não ter, ainda, uma política eficaz para lhes garantir a dignidade que necessitam. Casas de acolhida e um atendimento adequado em delegacias, hospitais e mesmo na esfera judiciária há desafios a conquistar. Num País onde 33% das mulheres já sofreram algum tipo de violência doméstica, é necessária uma afirmativa política de prevenção, educação e implementação da defesa dos direitos dessas vítimas.

É nosso dever, como cidadãos e cidadãs, exigir do Poder Público efetivas respostas a essa demanda. E a elas, de todas as classes, cores e condição cultural nossa palavra de apoio e nosso compromisso com a superação de todas as formas de violência de gênero. Que elas, assim reconhecidas e respeitadas nos seus direitos, possam alisar nossas frontes e fazer-nos sentirmo-nos mais completos! (Por Francisco de Assis da Silva).

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