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informes - ABONG

29915/03/2005 a 21/03/2005

OPINIÃO: 19 de março: dia do protesto global contra a guerra no Iraque

A Abong se soma à iniciativa do Movimento Global Antiguerra que, em assembléia realizada em 30 de janeiro, durante o V Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, com ampla participação de movimentos sociais e ONGs, decidiu convocar esse dia de protesto global, com o objetivo de fortalecimento das lutas contra a guerra em todo o mundo, mas tendo como enfoque principal a ocupação do Iraque. As manifestações pretendem repetir a mobilização de milhões de pessoas realizada em fevereiro de 2003, em oposição à, então, iminente deflagração da guerra contra o Iraque. 

Os protestos de 19 de março fazem parte de um calendário de lutas definido pelo Movimento Global Antiguerra. O 1º de maio, que se tornou um dia internacional de luta contra a globalização, também será dia de se manifestar contra a utilização de armas nucleares. De 2 a 6 de julho, quando acontece a reunião anual do G-8, haverá protestos da sociedade civil organizada contra a efetivação das políticas neoliberais. Em novembro, acontece a reunião da Aliança de Livre-Comércio das Américas (Alca), em Mar del Plata, na Argentina. Movimentos e organizações convocaram todos os participantes do FSM a promover manifestações de repúdio à implantação de acordos que, na avaliação deles, só privilegiam os Estados Unidos, em detrimento de toda a América Latina. E, finalmente, fechando o calendário de ações para as maiores mobilizações populares do ano, em dezembro acontece a reunião da Organização Mundial do Comércio (OMC), em Hong Kong. 

A mobilização da sociedade civil e das ONGs brasileiras contra a guerra não deve ser entendida apenas como uma manifestação de solidariedade a causas distantes da nossa realidade e a povos cujo trágico destino lamentamos, mas que estão do outro lado do mundo, distantes física e politicamente da nossa realidade. Precisamos entender que, na atualidade, a guerra é uma ameaça a toda a humanidade, inerente à estratégia unilateralista de dominação implementada pela potência hegemônica, os EUA, e seus mais próximos aliados, cujas opções estratégicas reduziram a pó as esperanças daquelas pessoas que acreditavam que o monopólio do poder militar pelos EUA, depois do fim da guerra fria, faria da potência dominante uma espécie de garantidora da paz universal. Junto com essas esperanças de uma era de paz, desfizeram-se também as apostas numa ordem mundial, baseada em valores universalistas e no fortalecimento da ONU e de outras instituições multilaterais. Guerra após guerra (primeira Guerra do Golfo, Iugoslávia, Afeganistão, Iraque, etc.), os EUA foram golpeando sistematicamente as Nações Unidas e gerando conflitos com seus aliados europeus, deixando claro, afinal, que se constituem num verdadeiro "império do caos", que se sobrepõe a qualquer ordenamento jurídico internacional. 

O Império não hesita em abrir a cada momento novas frentes de conflito, acompanhadas de ameaças de guerra. A belicosidade do governo Bush não se volta agora apenas contra o Irã e a Síria, mas já se delineia na nossa vizinhança sul-americana uma nova frente de atuação dos EUA, carregada de um inequívoco potencial de ameaça à paz na região. Segundo o jornal Financial Times, de Washington, Bush e Condoleezza Rice estão preparando uma estratégia para encurralar o governo de Hugo Chávez na Venezuela. 

Essa estratégia "de contenção" opõe-se frontalmente à política de estabilização da região, posta em prática pelo Brasil, e constitui uma ameaça aos movimentos sociais da região - como é o caso dos movimentos populares e indígenas da Bolívia, que lutam pela defesa da água e de outros recursos naturais daquele país -, já estigmatizados pela Casa Branca como grupos subversivos, que seriam financeiramente apoiados pelo governo venezuelano.


Fica evidente, assim, a urgência da mobilização da sociedade civil latino-americana para enfrentar essas ameaças que pairam sobre a nossa região.

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