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informes - ABONG

29714/12/2004 a 20/12/2004

OS passos do Fórum Social Baiano

A grande mídia não retrata a realidade dos movimentos sociais. Se for julgar pelos maiores veículos da imprensa baiana, a mobilização na Bahia em torno do 1o Fórum Social Baiano (FSBA) e do 1o Fórum Social Nordestino (FSNE) praticamente não ocorreu... Mas os fóruns aconteceram, respectivamente nos dias 28 e 29 de outubro, em Salvador, e de 27 a 30 de novembro, em Recife. E se destacaram pela sua grandeza, respondendo ao seu principal objetivo: ser um espaço de debates democrático e plural, voltado para o aprofundamento de idéias, a formulação de proposições, a livre troca de experiências e a articulação de organizações e movimentos da sociedade civil que se opõem ao capitalismo neoliberal.

 

Mais do que eventos, os dois Fóruns configuraram-se como um processo de construção, envolvendo múltiplos atores da sociedade civil. A idéia do Fórum Social Nordestino surgiu na ocasião do Fórum Social Brasileiro, em 2003, e se expandiu em 2004. Na Bahia, uma coordenação do comitê local foi implantada, comissões foram criadas e reuniões realizadas periodicamente. A idéia de um seminário de lançamento do comitê baiano do FSNE foi se transformando no primeiro Fórum Social Baiano, que contou com mais de 800 pessoas presentes e com 103 organizações e movimentos envolvidos na sua construção. Logo em seguida, uma caravana baiana foi estruturada e foi compor os mais de 8 mil participantes do Fórum Social Nordestino.

 

O comitê baiano venceu desafios. Gerenciou as suas atividades e decisões de forma horizontal e democrática. Expressou uma identidade própria e, apesar de uma deficiência na representatividade das regiões do Estado, contemplou a idéia da diversidade, como resultado da participação popular e da presença de muitas organizações de base. Conseguiu passar os limites da denúncia para fazer propostas na consolidação de uma sociedade justa e quebrou tabus nesse sentido... Quando apresentou pela primeira vez um evento acessível, com rampas na reitoria da universidade federal da Bahia, intérprete de libras e material em Braille. Quando aliou arte e cultura com política. Quando revelou uma juventude atuante e consciente.

 

Para muitos e muitas, jamais o global esteve tão próximo na relação entre ação local e visão global. Talvez, por isso, quem tiver participado dos Fóruns Sociais Baiano e Nordestino entenderá melhor seus passos no caminho do Fórum Social Mundial. (Por Damien Hazard).

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