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informes - ABONG

28217/08/2004 a 23/08/2004

IBASE divulga dados sobre a responsabilidade social

"Apesar do discurso, a cultura da responsabilidade social ainda não está de fato impregnada nas empresas." Esta afirmação é baseada nos primeiros resultados de um levantamento inédito feito pelo Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase/RJ), com base nos balanços sociais apresentados por 231 empresas no Brasil entre 2000 e 2002 - que seguem exclusivamente o modelo Ibase e compõem o banco de dados da instituição. 

Conforme Ciro Torres, pesquisador e coordenador do Balanço Social das Empresas no Ibase, nesta etapa, foi realizado o levantamento das ações internas da empresa. "Isto porque a responsabilidade começa dentro de casa", ressalta. Para a análise dos dados, o Ibase toma por base valores da sociedade civil, como diversidade, participação e direitos fundamentais. As empresas que compõem o universo pesquisado somam receitas anuais totais de R$ 550 bilhões, ou seja, 34% do PIB brasileiro.

O estudo mostra que, mesmo entre as empresas que se dizem socialmente responsáveis, o número de acidentes de trabalho vem crescendo (de 21 para 30 em cada mil empregados) e a porcentagem de negros e mulheres em cargos de chefia ainda é irrisória (4% e 16,4%, respectivamente). Para Ciro, também chama a atenção o porcentual da participação interna na definição dos projetos e ações sociais: "85% são definidos pela direção e a gerência da empresa, sem a participação efetiva de funcionários e funcionárias", conta. "O discurso é um e a prática é outra. É preocupante quando vemos uma empresa que tem um instituto social, mas onde há aumento no número de acidentes de trabalho". 

Ciro também lembra que há casos na sociedade, por exemplo, de empresas que fazem o discurso da responsabilidade social, mas que são campeãs de reclamações de consumidores(as). " Há também as que estão envolvidas com trabalho escravo. Que responsabilidade social é esta? Isto não vale para nós, não é ético, responsável nem é uma atitude transparente."

Ele frisa, contudo, que após sete anos de campanha a favor do balanço, é inegável que existem avanços. "Há mais transparência: a porcentagem das empresas dispostas a informar sobre o número de trabalhadores negros, por exemplo, que dobrou em três anos", diz. Porém, Ciro lembra: "Para cobrarmos transparência das empresas, as ONGs têm de dar o exemplo e realizar seus balanços sociais". Até o final do ano, o Ibase divulgará os resultados dos levantamentos de outros indicadores do balanço, entre os quais, sobre a questão ambiental e investimentos sociais externos.

 

O que é...

O balanço social é, conforme o Ibase, "um demonstrativo publicado anualmente pela empresa, que reúne um conjunto de informações sobre os projetos, benefícios e ações sociais dirigidas aos empregados, investidores, analistas de mercado, acionistas e à comunidade. É também um instrumento estratégico para avaliar e multiplicar o exercício da responsabilidade social corporativa. Sua função principal é tornar pública a responsabilidade social empresarial, construindo maiores vínculos entre a empresa, a sociedade e o meio ambiente."


A responsabilidade social, conforme Ciro Torres, é a preocupação e a responsabilidade da empresa com seu funcionário e funcionária, com o meio ambiente, com a comunidade a sua volta, com a sociedade em geral e em relação aos seus consumidores e consumidoras. "Mas quando olhamos para alguns casos, não encontramos responsabilidade social, mas, sim, ação social privada, filantropia, caridade doações, coisa que já fazem há muito tempo."
Saiba mais sobre o tema: www.balancosocial.org.br

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