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informes - ABONG

28110/08/2004 a 16/08/2004

Grito dos Excluídos marca dez anos de lutas

O próximo sete de setembro será um dia especial: o Grito dos Excluídos comemorará o seu décimo ano de existência... e de muitas lutas. O Grito nasceu em 1994, no Brasil, ao final da 2ª Semana Social Brasileira que tinha como tema: Brasil, Alternativas e Protagonistas. Hoje, o Grito está presente em cerca de 2 mil localidades no Brasil, além de ter se expandido para 22 países das Américas e do Caribe. "Só no Brasil contamos com 1.500 articuladores, espalhados em todo o território nacional", conta o secretário do Grito dos Excluídos Continental e membro da coordenação no Brasil, Luiz Bassegio. 

Ele ressalta que o Grito tem-se tornado uma referência para outros países da América pela sua metodologia inovadora, que criou uma nova forma de manifestação, que privilegia e valoriza a criatividade, a simbologia e o protagonismo dos excluídos e das excluídas. "O que vale não é a força dos discursos, mas a mística do exemplo", ressalta Bassegio. O Grito teve a ousadia, por exemplo, de entrar nos desfiles oficiais, muitas vezes de comum acordo com os organizadores ou conquistando este espaço com muita luta e persistência.


Entre suas várias ações, o Grito dos Excluídos participa e apóia diversas campanhas - nacionais e continentais, conjunturais e de médio e longo prazos -, como a Campanha Nacional e Continental contra a Alca, Dívida e Militarização e a Campanha contra o Pagamento da Dívida Externa sem uma anterior Auditoria (Auditoria Cidadã da Dívida). No dia 7, lançará a Campanha Liberdade Brasil - pelo Controle dos Capitais Financeiros. "E divulgaremos amplamente a carta da Campanha Jubileu Sul Brasil - Meu voto é contra a Alca e o Livre-Comércio, já que este governo não está atendendo o nosso pedido para que ocorra um Plebiscito Oficial sobre a Alca em 3 de outubro", salienta Bassegio. 

Por essas e outras iniciativas, ele considera que o Grito promoveu o crescimento em consciência e organização dos excluídos e excluídas, bem como da solidariedade das demais pessoas. E conquistou visibilidade pública, ocupando espaços na mídia - o seu aniversário, por exemplo, é sempre lembrado pela grande imprensa.

Porém, alguns resultados são lentos. "Apesar de o Grito tanto "gritar", de se manifestar contra o crescimento da exclusão social e a política macroeconômica, os Paloccis da vida continuam obedecendo os ditames do FMI e agradando os capitais especulativos", critica Bassegio. Todavia, ele lembra que o tema da exclusão social está na pauta do dia-a-dia e cada vez com mais força. "Por isso, o Grito acredita e investe no processo de educação e conscientização". 

Nesse sentido, o secretário continental acredita que as mudanças só virão a longo prazo e serão fruto de um grande mutirão, em que todos os segmentos da sociedade deverão dar a sua contribuição. "O que mais impede é a departamentalização - "só na minha entidade" - , é o pensar pequeno, é o fisiologismo de certos dirigentes", analisa. Para mudar isto, Bassegio sugere, por exemplo, que os sindicatos se reocupem com as pessoas que estão fora do mercado formal de trabalho e que, conseqüentemente, estão "legalmente" impedidas de exigir direitos. "É claro que o próprio governo tem culpa. Porque não rompe com os dogmas a que se submete, como quando diz: "não podemos fazer isso porque o mercado fica nervoso". Afinal, não foi para fazer igual que o povo elegeu o Lula. O governo precisa saber que se o mercado está tranqüilo porque tem no poder público o seu grande aliado, agora é o povo que está ficando nervoso - e o termômetro deste nervosismo poderá ser as eleições de outubro."


www.gritodosexcluidos.com.br/pgs/gritobrasil.htm

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