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informes - ABONG

27218/05/2004 a 24/05/2004

Marcha Mundial das Mulheres continua campanha pelo aumento do salário mínimo

Desde julho de 2003, a agenda feminista da Marcha Mundial das Mulheres (MMM) no Brasil está difundindo sua Campanha pelo aumento do salário mínimo, pela qual defende dobrar o valor deste salário em quatro anos e, a seguir, chegar a 730 reais. A MMM tem esta ação como estratégia para enfrentar a pobreza entre as mulheres e como forma eficiente de combater as desigualdades entre mulheres e homens. Para tal, a Marcha realizou estudos e levantamentos, detalhados em uma cartilha da Campanha, que dá base, também, a vários processos educativos realizados sobre o tema.

Para a coordenadora geral da Sempreviva Organização Feminista (SOF), integrante da coordenação da Marcha Mundial das Mulheres e membro do Conselho Diretor da Abong, Nalu Faria, para que se efetive a proposta da MMM, é necessário que haja um aumento real de 19%, além do reajuste do índice da inflação. "Nossa proposta é que o aumento se iniciasse em 2003 e que o valor do mínimo dobrasse até 2007, mas, agora, o mais importante é conseguir que o governo apresente projetos que garantam o estabelecimento de uma política de valorização do mínimo", relata. 

As integrantes da Marcha tinham consciência de que sua campanha seria complexa, mas também esperavam que o governo Lula iniciasse a sedimentação de uma política que conduzisse ao desenvolvimento econômico e à distribuição de renda no país. Por isso, Nalu considera que a política implementada até o momento precisa ser modificada. "Para fazer um país mais justo e igualitário, não basta fazer a economia crescer: os salários de base também precisam crescer, para diminuir a pobreza e a insuportável injustiça social", avalia. 

Para a MMM, o aumento do salário mínimo é uma ferramenta poderosa para aumentar a renda das mulheres, porque elas são a maioria entre as pessoas que ganham este salário. "O salário mínimo é uma política salarial do governo que pode e deve ser usada para diminuir as escandalosas diferenças entre os salários", ressalta Nalu. Ela explica que elevar o mínimo para 730 reais - considerado como salário de uma pessoa - é uma proposta de política que distribui a renda e atua simultaneamente sobre as desigualdades econômicas, as de gênero e as de cor/etnia. A Marcha chegou a esta importância com base no valor correspondente a 60% do PIB per capita de 2002, dividido pelo número de todas as pessoas que estão trabalhando, exceto as incluídas na faixa etária entre 10 e 14 anos - porque a Marcha quer eliminar o trabalho infantil. 

"Ainda estamos esperançosas que o Legislativo mude o valor apresentando pelo governo", relata Nalu. "E continuaremos a campanha - até porque não esperávamos uma proposta tão ruim vinda do governo do Partido dos Trabalhadores -, envolvendo outros setores organizados e a sociedade em geral."

Entre outros pontos, a Marcha Mundial das Mulheres também desmonta os vários argumentos dos setores que afirmam ser impossível dar um aumento significativo ao salário mínimo.Obtenha a íntegra da cartilha da Campanha pelo Aumento do Salário Mínimo da MMM no site da SOF (www.sof.org.br).

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