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informes - ABONG

26813/04/2004 a 26/04/2004

Diretoria da ABONG analisa resultados do seminário

ONGs reclamam o primado dos direitos sociais, do desenvolvimento sustentável e da ampliação da democracia. Para a diretoria executiva da Abong, esta é expressão central do seminário promovido pela Abong em 13 e 14 de abril - Avaliação do governo Lula -, que intitula a declaração final do encontro. No evento, ocorreram três mesas temáticas de debates, em que estiveram presentes especialistas de várias áreas: O significado do governo Lula: cultura política, desenvolvimento, sustentabilidade; Diferentes olhares sobre o governo Lula: políticas sociais universais, segurança alimentar, políticas urbanas, combate às desigualdades; Governo Lula e os processos de participação (PPA, conselhos, etc.). 

Para o diretor-geral da Associação, Jorge Eduardo Durão, o encontro representou um salto político da Abong, contribuindo para a sua consolidação como ator político e para reforçar a autonomia das ONGs. Durão valorizou muito o alto nível das discussões, que asseguraram a colocação de pontos contraditórios em questões relevantes. "A manifestação da autonomia das ONGs, no exercício público da crítica ao governo Lula, deu-se concomitantemente à preocupação de não contribuir para eventuais tentativas de desestabilização do governo Lula por parte de setores conservadores", comenta. Ele lembra que houve uma polêmica que fez avançar a compreensão da questão econômica, com destaque para os gravíssimos elementos da herança do governo FHC e as dificuldades da transição quanto à política econômica. 

O seminário representou, para Taciana Gouveia, diretora de desenvolvimento institucional, um momento muito importante na ampliação dos debates públicos sobre os projetos políticos e econômicos da sociedade. "Compreendemos que a democracia se consolida e se amplia quanto maiores forem os espaços e as possibilidades dos vários sujeitos políticos emitirem suas análises e posições", frisa. "O nosso compromisso ético e político com a construção permanente de uma sociedade realmente justa e igualitária nos obriga a cobrar do atual governo a correção profunda dos rumos de suas políticas, para que todas e todos as(os) brasileiras(os) possam viver cotidianamente sua cidadania plena".

A coragem da Abong em externar sua avaliação sobre o governo Lula foi ressaltada pelo diretor de relações institucionais da Associação, José Antonio Moroni. "Vemos que a maioria das organizações ainda estão receosas de fazer sua avaliação sobre o governo Lula". Para Moroni, entre os diferentes olhares do encontro, todos convergem para um mesmo ponto: que o governo Lula ainda não sinalizou com as rupturas necessárias para a construção de uma sociedade democrática e igualitária.

Para o diretor de relações internacionais, Sérgio Haddad, a avaliação ocorreu em um momento muito propício, após um ano e quatro meses de governo Lula. Para ele, o seminário permitiu, por meio das diversas posições, avançar na análise dos limites e das possibilidades deste governo, orientando a atuação da Abong. Também ficaram aparentes as dificuldades em se buscar alternativas e, ao mesmo tempo, as posturas analíticas diferenciadas sobre o papel do governo federal - caso da análise da ação governamental em relação às questões raciais, que demonstrou ser este, ainda, um campo aberto para avaliações. "E há um consenso, após o seminário, da importância de as ONGs estarem acompanhando o governo, tanto para influir nas agendas governamentais quanto para atuar com suas parcerias da sociedade civil, construindo redes e alianças passíveis de serem novas forças políticas de pressão e de orientação das políticas". 

Leia no site da Abong a síntese dos debates ocorridos no Seminário Avaliação do governo Lula: www.abong.org.br.

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