ABONG -  - Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais

associe-se

conheça nossas associadas

Procure pelo nome em um dos campos abaixo:

selecione
selecione

Ou faça aqui uma busca detalhada:

selecione
selecione
selecione
selecione
  • APOIO

    • Petrobras
  • REDES

    • Plataforma Reforma Política
informes - ABONG

2639/03/2004 a 15/03/2004

OPINIÃO - DHESCAS

Os horrores produzidos pela 2a Guerra Mundial fizeram com que a humanidade reconhecesse o valor supremo da dignidade humana. E foi dessa compreensão que surgiram a Declaração Universal (1948) e a Convenção Internacional sobre a prevenção e punição do crime de genocídio (1948). Desde então, centenas de normas internacionais foram aprovadas e ratificadas. Não apenas os direitos individuais, de natureza civil e política, ou os direitos de conteúdo econômico e social foram assentados no plano internacional. Afirmou-se também a existência de novas espécies de direitos humanos: direitos dos povos e direitos da humanidade, inclusive das futuras gerações, como expressam os direitos ambientais.


Se todas as convenções, declarações e tratados internacionais não foram capazes de impedir a violência imposta entre países, entre populações e entre indivíduos, sua própria existência, e o empenho de muitos e muitas em respeitá-los e acioná-los para proteger-se dos arbítrios, reforça a idéia de que é possível para a humanidade estabelecer regras mais justas para a convivência humana.


Durante o mês de março, duas datas espelham parte desse cenário: o Dia Internacional da Mulher e o aniversário de um ano da invasão dos Estados Unidos ao Iraque. A primeira, de um lado, provoca a reflexão sobre as situações de desigualdades ainda impostas às mulheres. A lista é infindável: do corpo ao emprego; da religião à escola; da sexualidade ao salário; da família ao exercício do poder na esfera pública; da discriminação explícita aos subterfúgios, tidos como culturais ou biológicos. As mulheres vivem, em seu cotidiano, a violação constante de direitos proclamados a toda a humanidade, mas que na prática ainda são direitos do homem.


De outro lado, o 8 de Março também permite a constatação do extraordinário avanço conquistado, sobretudo pela ação dos movimentos de mulheres, nascida na luta cotidiana de cada país e indo além das suas fronteiras, pressionando para que a humanidade reconhecesse a existência das desigualdades de gênero e tentasse sua superação por meio de  convenções específicas, estabelecidas em âmbito internacional.  Mais que reivindicar seu acesso aos direitos até então exclusivos  aos homens, esses movimentos cunharam novos direitos,  exigiram o reconhecimento da diferença e, sobretudo, alertaram e se rebelaram contra as violências praticadas contra a mulher e socialmente aceitas, como a violência doméstica, os salários desiguais, a falta de acesso e de informação à saúde, a dupla discriminação sofrida pelas mulheres negras, os abusos sexuais e tantas outras.


Lembrar o "20 de março" com manifestações em todo o mundo, certamente não impedirá que os Estados Unidos - com seu potencial econômico-financeiro e bélico - continuem a violar as regras mais básicas do Direito Internacional. Há muitas décadas aquele país tem sido um "fora da lei" entre os Estados nacionais. No entanto, lembrar e repudiar a invasão ao Iraque significa unir esforços, novamente, em torno da idéia do valor supremo da dignidade humana.      Significa denunciar que os direitos humanos não podem ser assegurados por armas, com o sacrifício de vidas humanas - civis    e militares. Significa reafirmar o direito às diferenças entre  os povos e, conseqüentemente, à sua autodeterminação. Como nos têm ensinado os movimentos de mulheres, significa   contestar a ordem que estabelece como natural a supremacia de uns sobre outros.

lerler
  • PROJETOS

    • FIP - Fórum Internacional das Plataformas Nacionais de ONGs

Rua General Jardim, 660 - Cj. 71 - São Paulo - SP - CEP: 01223-010 - Tel.: 11 3237-2122

Horário de funcionamento do escritório: segunda-feira à sexta-feira, das 9h às 19h

design amatraca