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informes - ABONG

2622/03/2004 a 8/03/2004

OPINIÃO - Um novo projeto de desenvolvimento

A constatação de que o primeiro ano do governo Lula foi marcado pela recessão, com a queda do PIB (menos 0,2%) e do PIB per capita (menos 1,5%), e o fato de que o desemprego voltou a crescer em janeiro reforçam o sentido de urgência e de prioridade nacional da bandeira erguida pela Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) - agora qualitativamente fortalecida com a presença da CNBB e da Coordenação Nacional das Entidades Negras -, que reivindica do governo trabalho para todos(as) os(as) brasileiros(as), a partir de um novo projeto de desenvolvimento.

A Abong vem somar-se a esta campanha em defesa do trabalho, bem como aceitar o desafio de contribuir para o esclarecimento da sociedade brasileira acerca da natureza dos constrangimentos e das ilusões políticas e ideológicas que vêm enredando o governo Lula, levando-o a adotar uma política que "mantém claro viés neoliberal e um caráter de classe perverso, subordinada ao capital financeiro e aos acordos com o FMI", como corretamente diagnostica a CMS.

 

Entendemos que é preciso desenvolver uma luta intensiva no terreno das idéias, para enfrentar o discurso paralisante segundo o qual não há alternativas para a atual política econômica, como se o Brasil estivesse irremediavelmente prisioneiro da ditadura do capital financeiro e condenado a manter-se indefinidamente no ciclo infernal da estagnação econômica - na melhor das hipóteses, com alguns breves períodos de crescimento econômico medíocre-, alternando-se com ataques especulativos e crises mais ou menos catastróficas.

O grande desafio a que não podem fugir os movimentos sociais, Igrejas e ONGs é o de enfrentar as contradições inerentes à construção de um novo projeto de sociedade para o Brasil. Assim, não é possível pensar em garantir trabalho para todos e todas sem compreender que o modelo econômico adverso ao emprego tem os seus beneficiários (conforme o economista Márcio Pochmann, cerca de 15 mil famílias se beneficiam da financeirização da riqueza), entre os quais os grandes bancos são apenas os mais visíveis, e que não é possível inverter o rumo da política econômica sem contrariar esses interesses.

 

O governo Lula não tem recuado diante do enfrentamento de conflitos quando se trata de combater os reais ou supostos privilégios dos(as) assalariados(as), mas quando se trata do setor financeiro e de outros segmentos privilegiados, parece acreditar que é possível fazer omeletes sem quebrar ovos. Os movimentos sociais - e em particular o movimento sindical - estão desafiados também a compreenderem o seu papel diante dessas contradições e a se posicionarem com clareza em relação a eventuais conflitos de interesses, como aqueles que podem opor os fundos de pensão (de poderosas corporações), interessados na estabilidade e na acumulação financeira, aos interesses mais gerais da sociedade, como é o caso do direito ao trabalho.

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