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2622/03/2004 a 8/03/2004

Mês Internacional da Mulher: as lutam continuam

Mais uma vez, março - Mês Internacional da Mulher - será marcado por vários eventos e bandeiras de lutas das mulheres. E em 8 de março, Dia Internacional da Mulher, acontecerão atos e eventos especiais em todo o mundo. No Brasil, a Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB) e a Marcha Mundial das Mulheres (MMM) - que reúnem diversas organizações feministas e de mulheres - já estão com várias ações em andamento. 

A AMB está articulando a luta feminista contra a violência e, na semana do dia 8, divulgará em seu site os primeiros resultados da Ação de monitoramento da violência, executada entre julho e novembro de 2003, em vários Estados brasileiros. Também está na agenda da AMB o enfrentamento à revisão dos acordos da Conferência de Beijing, realizada em 1995 pela Organização das Nações Unidas (ONU), oficializado no seu documento Beijing+10 - A Articulação de Mulheres Brasileiras diz não a qualquer processo de revisão da Plataforma de Ação. 

Nesse sentido, a secretária executiva da AMB e educadora da ONG SOS Corpo Gênero e Cidadania, Silvia Camurça, considera que, a partir desta semana, as mulheres têm uma grande batalha no âmbito internacional, com a reunião da Comissão da Mulher da ONU, que, entre outras coisas, está decidindo se realiza ou não a revisão da Plataforma de Beijing, o que poderá reduzir direitos estabelecidos em 1995. "Há uma pressão de setores políticos conservadores norte-americanos, que afirmam que a plataforma é inaplicável". 

Silvia espera que, em 2004, o campo feminista, no País, saiba se articular para debater os rumos das políticas públicas - e lembra que o Brasil terá sua primeira Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, um importante espaço de debate, "num contexto de crescimento do conservadorismo político neoliberal, religioso, fundamentalista." "Espero que façamos diferentes alianças no campo feminista e que possamos fazer efetivamente um contrapoder, tanto ao ponto de vista político neoliberal quanto ao religioso", frisa Silvia. 

A MMM, além da agenda internacional - que está preparando uma grande ação coordenada entre mulheres de cerca de 50 países para 2005, com a construção da Carta da Humanidade -, está difundindo neste mês seus temas prioritários de ação, entre eles: pelo aumento do salário mínimo, contra a mercantilização do corpo das mulheres e a violência, pelo direito ao aborto e pelos direitos das lésbicas. No dia 8, acontecerão passeatas em diversas cidades do País. 

A MMM também realiza ações em conjunto com outros movimentos sociais e é membro, em âmbito internacional, da coordenação da Rede de Movimentos Sociais, que luta contra a guerra e contra o livre comércio; no continente e no Brasil, faz parte da campanha contra a Alca, do FSM e da Coordenação dos Movimentos Sociais; e está apoiando o Congresso de fundação do Movimento de Mulheres Camponesas, uma articulação do movimento autônomo de mulheres, que acontece entre os dias 5 e 8.

Conforme Miriam Nobre, da coordenação da MMM e coordenadora de Programas da Sempreviva Organização Feminista (SOF), em março, a Marcha está reafirmando a necessidade de mudança de várias situações no Brasil. "O país tem de mudar, 2003 foi um ano muito duro, marcado pela fome e pelo desemprego crescente".


AMB: www.articulacaodemulheres.org.br amb@soscorpo.org.br 
MMM:www.sof.org.br/marchamulheres marchamulheres@sof.org.br

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