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informes - ABONG

26110/02/2004 a 23/02/2004

Basta de racismo

Em 17 de fevereiro, a Frente Parlamentar em Defesa da Igualdade Racial organizou na cidade de São Paulo, com o apoio de diversas entidades, o Ato público contra o racismo e a violência policial em São Paulo. A realização de um manifesto foi decidida após integrantes da Polícia Militar de São Paulo terem assassinado o jovem dentista negro Flávio Ferreira Santana. 

No convite para o Ato, as organizações integrantes afirmam que esta atitude foi "a confirmação daquilo que há tantos anos é denunciado pelo movimento negro e de luta contra o racismo em nosso Estado e por todo o Brasil : a arbitrariedade e a violência policiais são mais agudas quando têm como alvos pessoas da população negra, assim como pobres e da periferia. Precisamos unir nossas vozes (...) para que essa trágica herança racista e de violência do aparato policial paulista comece a ser superado, requisito indispensável para a construção de uma sociedade efetivamente democrática." Assinaram esta convocação várias organizações, entre elas: Fala Preta! Organização de Mulheres Negras, Movimento Cultural Cidade Tiradentes, Grupo Fala Negão, Geledés - Instituto da Mulher Negra, Instituto Força da Raça, Coordenação Nacional das Entidades Negras/SP, Comissão de Direitos Humanos da OAB/SP - Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa/SP, etc.

No Ato, a ONG Fala Preta! lançou a bandeira Minha Cor Não é Pecado - Basta de Racismo,Violência e Impunidade e, ao mesmo tempo, convidou a população negra e todas as pessoas que lutam contra o racismo no Brasil a dar visibilidade e a reproduzir esta frase "em todos os cantos e espaços do país, em camisetas, faixas, etc.." Com isso, informa a diretora executiva da Fala Preta!, Gláucia Matos, será manifestada a indignação "diante da sociedade que assiste calada a novela da Globo A cor do pecado, que reproduz a cultura racista e discriminatória contra a população negra." 

Gláucia também informa que as organizações presentes no dia 17 também estão convocando todos os movimentos e ONGs para assumirem esta luta, manifestando seu apoio vestindo, em 8 de Março - Dia Internacional da Mulher - camisetas com a seguinte frase, escrita em letras pretas: Paz e esperança de um novo mundo, sem racismo e sem violência. "O pecado não pode ser a população negra do Brasil", frisa Gláucia. falapret@uol.com.br

51% das pessoas negras que tiveram contato com a polícia sofreram discriminação

E entre as pessoas brancas que também tiveram contato com a polícia, o porcentual cai para 15%. Este é um dos vários dados da Pesquisa Discriminação Racial e Preconceito de Cor no Brasil, realizada pela Fundação Perseu Abramo (FPA), em parceria com o Instituto Rosa Luxemburgo, da Alemanha. O Núcleo de Opinião Pública (NOP) da FPA divulgou a primeira parte deste estudo, para o qual foram ouvidas 5003 pessoas em todo o país. A FPA avaliou, com as entrevistas, a discriminação racial e o preconceito de cor nos quesitos institucionais: polícia, escola, trabalho, saúde e lazer. O índice de discriminação por parte da polícia é o maior de todos. nop@fpabramo.org.br

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