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informes - ABONG

25728/11/2003 a 4/12/2003

Observatório da juventude pesquisa controle social

O Observatório da Educação e da Juventude, programa da ONG Ação Educativa (SP) encomendou uma pesquisa para o Ibope sobre Controle Social, com o objetivo de conhecer a participação de cidadãs e cidadãos brasileiros nas instâncias e mecanismos de elaboração, monitoramento e avaliação de políticas públicas, particularmente na área educacional.

Entre vários pontos, a pesquisa aponta para um dado considerado surpreendente pela coordenação do Observatório: @s jovens são @s mais interessados em participar dos mecanismos e instâncias capazes de influenciar as políticas (conselhos de Educação, orçamento participativo, audiências públicas e outros). Do total de pessoas entrevistadas, 54% do segmento mais jovem (entre 16 a 24 anos) quer participar, taxa que cai progressivamente com o aumento da idade. A pesquisa também apresentou aos entrevistados o artigo 1o da Constituição de 1988 - "Todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente" - e questionou se sentiam que exerciam tal poder. O resultado demonstra que 30% das pessoas sentem que não exercem poder e que quanto mais jovem, mais isso se acentua, chegando a 35% na faixa de 16 a 24 anos. Vale ressaltar que 44% das pessoas entrevistadas acreditam que exercem poder e 26% não souberam opinar, sendo que quanto menor o grau de instrução, maior o índice de abstenção.

Para a coordenadora-geral do Observatório da Educação e da Juventude, Camilla Croso, é muito positivo o fato de @s jovens serem as pessoas mais interessad@s em participar de práticas que influenciam as políticas públicas. "Isto contesta a percepção de desinteresse dos jovens por política, a percepção de jovem como foco de problema." No entanto, ela ressalta que esse é o segmento que menos sente exercer poder, ocorrendo um descompasso entre vontade de participar e sentimento de falta de poder. "É preciso pensar estratégias para que as pessoas jovens sejam mais ouvidas e consideradas em processos de formulação e acompanhamento de políticas."

Outro dado mostra que 84% d@s entrevistad@s vêem a educação como um direito de tod@s @s cidadãos/ãs e não como um serviço prestado à população (3%) ou como uma boa ação, prestada por quem tem boa vontade (11%). "Apesar desse resultado promissor, indicando que a noção de educação como direito é apropriada pela população, chama a atenção o dado de que um quarto sequer soube opinar a respeito de seu exercício de poder", frisa Camilla. Assim, a pesquisa constata que, ainda que a educação seja reconhecida como um direito, há ainda um longo caminho a trilhar até que o País alcance o exercício de uma cidadania mais ativa. 
Veja a íntegra da pesquisa no site do Observatório: www.controlesocial.org.br.

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