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informes - ABONG

25621/11/2003 a 27/11/2003

Instituto Patrícia Galvão lança Dossiê Mulheres com HIV/AIDS

No Brasil, existe um caso de Aids em mulher para cada 1,7 caso em homem. Na faixa etária dos 13 aos 19 anos, a epidemia de Aids já é maior entre as meninas. Pode-se afirmar que dentre os fatores que estão por trás deste crescimento da Aids entre as mulheres estão: a falta de autonomia financeira e emocional, a dificuldade para negociar o uso do preservativo com o parceiro, as relações sexuais forçadas e o abuso sexual de meninas, entre outras formas de submissão e violência. 

Esses são alguns dos dados de um dos mais completos levantamentos sobre o impacto da epidemia de Aids entre as brasileiras: o Dossiê Mulheres com HIV/Aids, produzido pelo Instituto Patrícia Galvão - Comunicação e Mídia - ONG sediada em São Paulo, que tem por objetivo desenvolver projetos sobre direitos da mulher e meios de comunicação de massa -, com o apoio do Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher(Unifem). O trabalho foi escrito pela médica e pesquisadora Wilza Villela e pela jornalista do Instituto, Marisa Sanematsu. O objetivo da publicação é contribuir para a redução de uma grande lacuna no País: a escassez de informações que abordem especificamente o impacto do HIV no corpo e na vida das mulheres.

Marisa frisa que, com o Dossiê, deve-se lembrar que, durante muitos anos, a Aids foi vista como um problema dos homens, e as mulheres com HIV, em menor número e menos organizadas politicamente, não eram objeto de preocupação, nem de pesquisadores e nem das políticas públicas. Até hoje, muitos profissionais de saúde ainda relutam em pedir o teste anti-HIV para suas pacientes, o que acaba atrasando o tratamento. "No Brasil, a maior parte das mulheres só descobre que tem o HIV no pré-natal ou quando surge uma doença oportunista, nela ou no parceiro".

Outro motivo para a sobremortalidade das mulheres com HIV é a sobrecarga de trabalho, pois muitas têm de cuidar não apenas de si, mas também do parceiro e do resto da família. Isto, além da sua freqüente condição de pobreza, discriminação, isolamento social e falta de conhecimento e acesso a serviços. "O medo da morte, do desemprego e da desorganização familiar depois do diagnóstico também é causa de estresse contínuo para essas mulheres", diz. 

Além de atingir cada vez mais as mulheres, em especial aquelas com mais de 35 anos, a epidemia da Aids vem aumentando também em pessoas com sete anos de estudo ou menos. Marisa ressalta que se o nível de escolaridade aponta para a pauperização da epidemia, esta tendência pode ser entendida também como "enegrecimento". "No Brasil, conforme dados do IBGE, a pobreza tem cor: é negra". 
No dia 28, o Dossiê Mulheres com HIV/Aids será entregue em audiência (Brasília) ao ministro da Saúde e a outras autoridades. Nessa data, também serão apresentados os dados da pesquisa de opinião sobre mulheres e Aids, que o Instituto Patrícia Galvão, em parceria com o Unifem, encomendou ao Ibope. A versão eletrônica do dossiê está disponível no site www.patriciagalvao.org.br.

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